Início Site para celular

Pesquisa de opinião

Nos últimos 12 meses a delinquência no meu país:
aumentou muito
aumentou pouco
diminuiu muito
diminuiu pouco
permaneceu igual

Comentários

Assine

Foto do dia

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

MANCHETES

BBCNotícias: Governo deve dialogar com manifestantes e ‘buscar soluções’, diz TemerProtestos se espalham pelo Brasil com cenas de insatisfação e revoltaLondres terá ato em solidariedade a protestos no Brasil nesta terçaDiálogo com Talebã divide opiniões em WashingtonCiclista com síndrome rara não tem gordura sob a peleOs gays que são contra o casamento gayAdesivos podem substituir agulhas em vacina do futuro, dizem cientistasBritânica que começou negócio na cozinha fatura mais de R$ 3 mi por mêsSeriam os homens os 'culpados' pela menopausa?Arte em Revista: festival traz circo e cabaré para as margens do TâmisaNovo 'astro' da fotografia de vida selvagem ganha 1ª mostra em NYBritânico sobrevive a queda de 15º andar na Nova ZelândiaEUA armam rebeldes, mas Obama continua entre ação e indecisão na SíriaInglaterra sedia primeiro campeonato de lançamento de repolhosPolêmico canal interoceânico na Nicarágua deve fortalecer China'Mortos vivos' na Índia lutam para provar que não morreram BBC Click: Sony e Microsoft travam 'batalha dos videogames'Engenheiros tchecos criam bicicleta voadoraAndaime quebra e deixa limpadores de janela pendurados em 45º andarDubai inaugura 'maior torre retorcida do mundo'Chile promove corrida para 800 cães e seus donosRingo Starr lança e-book com 'fotos perdidas' dos BeatlesBritânicos têm campeonato de 'luta de dedão do pé'Ladrão tenta arrombar caixa eletrônico com caminhão na EscóciaCometa passando rente ao sol revela segredos sobre o astroAvião cai de paraquedas em jardim na Grã-BretanhaVan é perseguida após atropelar 18 e matar 1Britânica dá à luz gêmeos pela terceira vezManifestantes turcos criam 'minirrepública' em IstambulEm meio à crise, cidade espanhola opta por 'solução socialista'Chuvas forçam abertura de comportas e deixam República Tcheca em emergênciaSobreviventes relatam pânico durante incêndio mortal na ChinaEquipe remove tigres em meio a inundações na EuropaFortaleza, palco do próximo jogo do Brasil, tem estádio cercado por obrasOs protestos no Brasil nas lentes dos leitoresCom divergências, EUA e UE começam a negociar acordo de livre comércioSensação de 'mal-estar' social contribui para protestosBrasil vive 'sonho de democracia' com protestos, diz 'El País'Direto dos EUA: A popularização do DNALucas Mendes: Do Bronx à Rocinha, via DharaviCopa das ConfederaçõesApós escândalo de corrupção, premiê tcheco renunciaEnchentes causam mortes e transtornos na Europa Central
.

Colômbia: FARC lucram com drogas

Narcotráfico gera cerca de 78% da receita do grupo terrorista, segundo governo.

Por Carlos Andrés Barahona para Infosurhoy.com—21/11/2011


							Para o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a destruição de laboratórios clandestinos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) é uma prioridade. (Daniel Muñoz/Reuters)

Para o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a destruição de laboratórios clandestinos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) é uma prioridade. (Daniel Muñoz/Reuters)

BOGOTÁ, Colômbia – A Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) têm conseguido diversificar seu fluxo de receita desde que começaram a lutar contra o estado nos anos 60.

A organização terrorista gera dinheiro para financiar a agenda criminosa através de resgates de sequestros, extorsões e “vacinações”, em que uma taxa de “proteção” é cobrada de empresas.

Mas as FARC exploram, há muito tempo, outros meios de ganhar mais dinheiro do que qualquer outra de suas atividades criminosas: o tráfico de drogas ilegais.

Vinculando-se à organizações do narcotráfico nacionais e internacionais, as FARC faturam anualmente cerca de US$ 1 bilhão (R$ 1,8 bilhão) – algo em torno de 78% de sua receita total – segundo um relatório governamental de 2007.

“As FARC não são apenas traficantes de drogas”, denunciou o general Óscar Naranjo, da Polícia Nacional, em entrevista coletiva. “Sua estrutura assumiu um modelo organizacional típico de uma subcultura mafiosa.”

O grupo guerrilheiro ocupou o espaço deixado pelos cartéis de Medellín e Cali, que assistem a uma queda considerável de seus números desde 1995.

As FARC começaram a assumir o controle de plantações de folhas de coca, o principal ingrediente usado na produção de cocaína, no início dos anos 80, segundo informação divulgada pelo grupo terrorista na Sétima e Oitava Conferências Guerrilheiras, que aconteceram em 1982 e 1993.

“Os casos são incontáveis e a ligação das FARC com traficantes de drogas na América Latina é inegável”

Plantações de folhas de coca nos departamentos de Meta, Vichada, Guaviare, Caquetá, Putumayo, Sierra Nevada, Catatumbo e Bolívar se tornaram territórios lucrativos para as FARC, que possuem cerca de 40 frentes na região, segundo o livro de 2001 La hora de los dinosaurios: Conflicto y depradación en Colombia (A Era dos Dinossauros: Conflito e Depredação na Colômbia), de Boris Salazar e María del Pilar Castillo.

O governo respondeu, lançando operações para destruir as plantações de folhas de coca das FARC e seus laboratórios clandestinos de fabricação de narcóticos nas profundezas da selva.

“A atual luta contra as FARC é conduzida em duas áreas”, explicou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, depois que o líder das FARC, Alfonso Cano, morreu em uma operação militar no início do mês. “A primeira é desmantelar e atacar o núcleo das FARC e a [segunda], desarticular seus vínculos com o narcotráfico nacional e internacional.”

Em setembro último, autoridades do Panamá prenderam 19 colombianos e 61 panamenhos acusados de traficar 18 toneladas de narcóticos da Colômbia ao Panamá em um período de dois anos. O suposto líder da gangue, José Indalecio Marmolejo Parra, é acusado de trabalhar para a 35ª Frente das FARC, informaram autoridades. Parra é acusado ainda de ter trabalhado para o famoso narcotraficante e líder do cartel de Medellín, Pablo Escobar, que morreu em 1993.

Em setembro de 2010, autoridades colombianas desarticularam uma rede internacional que forneceria narcóticos a Edgar Valdez Villarreal, suspeito de ter ligações com a 30ª Frente das FARC. Villarreal, vulgo “Barbie”, foi preso próximo à Cidade do México em agosto de 2010. Ele é acusado de haver liderado uma operação que traficou mais de três toneladas mensais de cocaína da Colômbia à América Central e México a bordo de lanchas para o cartel Beltrán Leyva.


							Em setembro de 2010, autoridades colombianas desarticularam uma rede internacional que forneceria narcóticos a Edgar Valdez Villarreal, suspeito de ter ligações com a 30ª Frente das FARC. Villarreal, vulgo “Barbie”, foi preso próximo à Cidade do México em agosto de 2010. (Henry Romero/Reuters)

Em setembro de 2010, autoridades colombianas desarticularam uma rede internacional que forneceria narcóticos a Edgar Valdez Villarreal, suspeito de ter ligações com a 30ª Frente das FARC. Villarreal, vulgo “Barbie”, foi preso próximo à Cidade do México em agosto de 2010. (Henry Romero/Reuters)

“Os casos são incontáveis e a ligação das FARC com traficantes de drogas na América Latina é inegável”, afirma David Santander, sociólogo da Universidad del Rosario e especialista em conflitos internos da Universidad Autónoma do México. “Há mais exemplos, como os narcossubmarinos operados pelos bandos criminosos (BACRIM) ou traficantes independentes que estabelecem o pagamento de taxas de proteção às FARC para que os narcóticos possam sair da Colômbia protegidos pelo grupo terrorista.”

De janeiro a agosto, um total de 87 laboratórios de cocaína e 8 acampamentos operados por criminosos foram desmantelados.

O Exército Revolucionário Popular Antiterrorista da Colômbia (ERPAC), um braço operacional das FARC, teve mais de 114 hectares de suas plantações de folhas de coca destruídos nos últimos 20 anos, segundo o governo.

Pinzón ressalta que os mais recentes golpes contra as FARC enfraqueceram a estrutura do grupo terrorista, mas que seu modelo financeiro não foi afetado pela morte de Cano.

“Desde que Cano assumiu o poder faltou comando e controle na maioria das frentes, o que as levou a agir com mais independência”, explica o ministro da Defesa. “Entretanto, a cada dia, descobrimos mais conexões com essas gangues em termos de compra e venda de cocaína. Muitas das frentes das FARC se dedicam a financiar a organização e não possuem outro propósito a não ser levantar dinheiro comprando e vendendo cocaína.”

O general Sergio Mantilla Sanmiguel, comandante do Exército Nacional colombiano, concorda com Pinzón.

“A única forma sustentável de sobrevivência que resta [às FARC] é [o] narcotráfico”, destaca. “Sem as ligações com gangues criminosas, estão condenados à falência. Sabemos que a guerra contra as FARC não vai terminar com a morte de Cano, mas demos um passo vital e nossos esforços não são direcionados apenas a estratégias contra o núcleo das FARC, mas também em acabar com seus meios de subsistência.”

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ratificou que o governo continuará a atacar as FARC.

“A morte de Cano afetou profundamente as FARC, mas o trabalho deve continuar”, ressalta Santos. “Porque alguém vai substituir Cano ou tentará continuar seguindo os modelos econômico e bélico já estabelecidos.”


Dê a sua nota

Média da matéria: 4.0 /5 (13 votos)

Comentários Sobre o Artigo

ComentePolítica de comentários

* CAMPOS DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO
Nome
E-mail*

E-mail não pode ser vazio

Comentário*
#chars# caracteres remanescentes - máx.: 1800

Por favor, indique comentários

Digite os números*
Captcha

Email este artigo

* CAMPOS DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO