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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Venezuela: Contas do Twitter de jornalistas são invadidas

Nenhum suspeito foi detido depois que perfis de personalidades públicas foram atacados por hackers.

Por José Bolívar para Infosurhoy.com — 12/01/2012


							O Twitter da advogada venezuelana Rocío San Miguel foi invadido por hackers. (Jackie Diaz para Infosurhoy.com)

O Twitter da advogada venezuelana Rocío San Miguel foi invadido por hackers. (Jackie Diaz para Infosurhoy.com)

CARACAS, Venezuela – A advogada venezuelana Rocío San Miguel logo percebeu que algo estava errado com sua conta do Twitter na noite de 6 de setembro do ano passado.

Alguns hackers colocaram uma boina vermelha – semelhante à usada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez – na foto de Rocío e tuitaram “Viva [o cubano] Fidel [Castro]” e “Viva Ché [Guevara]”, entre outras mensagens pró-governo, sem o seu conhecimento.

“Comecei a receber ligações e mensagens de texto de amigos dizendo que havia algumas mensagens que eu não costumava escrever no Twitter”, conta a advogada, chefe do observatório venezuelano “Control Ciudadano” (Controle Cidadão) e colunista regular de diversos canais locais.

Rocío, que contava com 83.653 seguidores no Twitter em 11 de janeiro, foi a mais recente vítima de uma série de ataques a contas de personalidades da mídia e outras figuras públicas na Venezuela no ano passado.

Os jornalistas Ibéyise Pacheco e Julio César Pineda também tiveram suas contas hackeadas em 31 de agosto, enquanto as contas de Jesús Torrealba, apresentador do programa de rádio venezuelano “Radar de los Barrios”, e do escritor Leonardo Padrón sofreram ataques em 1º de setembro.

“Como cidadão venezuelano que receia que vai sair e nunca voltar, expresso minha discórdia no Twitter”, disse Padrón em nota. “O sentimento é de invasão e ultraje. Essa ação foi planejada, tramada contra aqueles que expressam o que querem com ênfase e intensidade.”

Em novembro de 2011, foi a vez de Luis Vicente León, presidente da empresa de opinião “Datanálisis”, e Cecilia Arocha, presidente da Universidade Central da Venezuela, terem suas contas invadidas.

O autoproclamado “grupo de hackers venezuelanos”, conhecido como N33, reivindicou a responsabilidade por todos os ataques através de um comunicado.

Os ataques foram “uma ação individual”, afirmou o N33, acrescentando que o governo venezuelano não teve nenhum envolvimento. “A partir dessa conta [do Twitter], a seriedade de nossas instituições foi atacada, mais especificamente a do chefe de estado. Não somos os únicos descontentes com o uso das redes sociais. Fique sabendo, líder da oposição, estamos de olho em você. Todos vocês são alvos.”

Mas nenhum membro do N33 – ou qualquer outro suspeito – foi levado à justiça em nenhum dos casos, embora a pirataria na internet seja passível de penas que variam de 4 a 8 anos de prisão, segundo a lei do país.

Em oito ocasiões, Rocío tentou que a Procuradoria Geral abrisse uma investigação sobre quem teria invadido sua conta do Twitter, mas nada aconteceu.

O país andino possui inúmeras leis, incluindo a de 2001 contra crimes cibernéticos, para evitar o acesso não autorizado a computadores e contas de redes sociais, afirma Raymond Orta, um advogado venezuelano especialista no assunto.

“Mas, acima de tudo, a Constituição venezuelana foi violada”, acrescenta Orta. “Ela garante o direito à privacidade de dados e comunicações pessoais. Alguns dos artigos dessa lei, inclusive os que regulam a privacidade de dados e espionagem eletrônica, foram violados durante a onda de ataques de hackers.”

Orta conclamou as vítimas de cibercrimes a entrar em contato com as autoridades, mesmo que isso não leve a uma investigação.

“Quem sabe, algum dia haverá um Judiciário que honre as leis e puna [os hackers]”, exaltou.


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