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BRASÍLIA, Brasil – Soldados do Exército brasileiro participaram recentemente de um exercício em que terroristas lançam um ataque com armas químicas durante a Copa das Confederações. O treinamento é parte dos preparativos de segurança para o torneio de futebol, de 15 a 30 de junho. (Evaristo Sa/AFP)

BRASÍLIA, Brasil – Soldados do Exército brasileiro participaram recentemente de um exercício em que terroristas lançam um ataque com armas químicas durante a Copa das Confederações. O treinamento é parte dos preparativos de segurança para o torneio de futebol, de 15 a 30 de junho. (Evaristo Sa/AFP)

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Bolívia debate lei de proteção a deficientes

Marcha de deficientes bolivianos prosseguirá até aprovação de lei que os apoia.

Por Diego Rosso para Infosurhoy.com — 20/02/2012


							Os deficientes estão marchando em caravana por toda a Bolívia para convencer os legisladores a aprovar a “Lei de Tratamento Geral e Preferencial das Pessoas com Deficiências”, que os beneficiará. (Diego Rosso para Infosurhoy.com)

Os deficientes estão marchando em caravana por toda a Bolívia para convencer os legisladores a aprovar a “Lei de Tratamento Geral e Preferencial das Pessoas com Deficiências”, que os beneficiará. (Diego Rosso para Infosurhoy.com)

COCHABAMBA, Bolívia – O Parlamento boliviano começou a debater, em 14 de fevereiro, o projeto da “Lei de Tratamento Geral e Preferencial das Pessoas com Deficiências”, enquanto uma caravana de deficientes cruza o país, exigindo sua aprovação.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Lucio Marca, afirmou que está ouvindo diferentes grupos de representantes dos deficientes.

Mas a caravana, de 100 pessoas, continua marchando pela Bolívia, reivindicando igualdade e a aprovação do projeto de lei.

“Continuaremos em caravana até chegar a La Paz, em 24 de fevereiro, logo após o Carnaval”, disse o diretor da Confederação Boliviana de Pessoas com Deficiências, Carlos Mariaca, em entrevista coletiva concedida na cidade de Patacamaya, a cerca de 109 km da capital do país. “Enquanto estivermos vivos, a caravana da inclusão vai prosseguir. É uma questão de dignidade.”

Os manifestantes querem a aprovação de uma lei que assegure aos deficientes “tratamento preferencial” na conquista de empregos públicos, aposentadoria aos 45 anos e descontos nos transportes, além de pensão de 3.000 bolivianos (R$ 735) para os cidadãos com deficiências graves.

A marcha começou na cidade de Trinidad, em 15 de novembro do ano passado.

Em sua parada no município de Cochabamba, os manifestantes foram escoltados pela polícia e dezenas de veículos particulares dirigidos por simpatizantes da causa.

Estratégias e planos

Em dezembro último, o presidente boliviano, Evo Morales, afirmou, em entrevista no Palácio do Governo, que seria “impossível, do ponto de vista econômico, garantir uma pensão dessa natureza.”

Mas, em 22 de janeiro, o governo chegou a um acordo com os líderes do movimento, oferecendo a criação de uma comissão para analisar a lei de tratamento preferencial e preparar um plano estratégico para a identificação de meios adequados para o financiamento dos subsídios solicitados pelos deficientes.


							José Luis Lupa, coordenador da Confederação Boliviana de Pessoas com Deficiências de Cochabamba: “A chegada ao nosso destino, que é La Paz, mostrará o sacrifício que fizemos, e terá sido um enorme sacrifício. Vamos atingir nossa meta.” (Diego Rosso para Infosurhoy.com)

José Luis Lupa, coordenador da Confederação Boliviana de Pessoas com Deficiências de Cochabamba: “A chegada ao nosso destino, que é La Paz, mostrará o sacrifício que fizemos, e terá sido um enorme sacrifício. Vamos atingir nossa meta.” (Diego Rosso para Infosurhoy.com)

Independentemente disso, os manifestantes afirmam que continuarão em caravana até a aprovação definitiva do projeto de lei.

“A chegada ao nosso destino, que é La Paz, mostrará o sacrifício que fizemos, e terá sido um enorme sacrifício”, afirma o coordenador da Confederação Boliviana de Pessoas com Deficiências, José Luis Lapa. “Vamos atingir nossa meta.”

As deficiências dos manifestantes já testaram sua força de vontade. Alguns adoeceram. É o caso de Mariaca, que desenvolveu gastroenterite, úlcera estomacal e anemia aguda.

Alguns manifestantes foram internados no Hospital Viedma, em Cochabamba, e devem permanecer sob observação por mais uma semana antes de retomar à caravana.

Uma equipe da Cruz Vermelha da Bolívia fez massagens para aliviar dores nos músculos e nas costas dos participantes.

E a caravana sofreu uma perda irreparável.

O menino John Sebastián Pacha, de 7 anos, morreu afogado em um rio perto de Puente Roto, em 4 de janeiro, durante um intervalo da marcha, enquanto sua mãe, portadora de uma grave deficiência visual, lavava roupas.

“O meu pequeno queria voltar para casa porque as aulas estão para começar, mas não dei atenção”, disse a mãe, Olga Pacha, à imprensa boliviana.

A marcha impressionou o público.

“Não consigo nem imaginar o que essas pessoas passaram”, diz María Paz, moradora de Cochabamba que se dispôs a empurrar a cadeira de rodas de um dos manifestantes como voluntária. “Enfrentaram o frio e a chuva, adoeceram… Não consigo imaginar nem acreditar que eles não desistiram.”

Os manifestantes comentam que o apoio dos cidadãos talvez seja sua maior conquista.

“Estamos sensibilizados e agradecidos às pequenas cidades que nos receberam ao longo do caminho, em pequenas escolas e nos lares”, diz Lupa. “Agora, há pessoas que se importam conosco e nos apoiam no país inteiro.”


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