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BELÉM, Brasil – O Batalhão da Polícia Militar do Pará na Ilha de Marajó tem dez búfalos que ajudam as forças policiais a se locomover por terras inundadas. Na cidade, a Bufalaria da PM faz rondas e, no campo, ajuda a polícia em casos envolvendo furto de animais. (Cortesia de Alessandra Serrão/Agência Pará)

BELÉM, Brasil – O Batalhão da Polícia Militar do Pará na Ilha de Marajó tem dez búfalos que ajudam as forças policiais a se locomover por terras inundadas. Na cidade, a Bufalaria da PM faz rondas e, no campo, ajuda a polícia em casos envolvendo furto de animais. (Cortesia de Alessandra Serrão/Agência Pará)

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Corredor México-América Central é foco do narcotráfico

Região abriga 90% da movimentação total de cocaína com destino aos EUA.

Por Fiona Angelica para Infosurhoy.com – 22/06/2012


							Almirante Charles Michel, diretor da Força Tarefa Conjunta Interagências – Sul (JIATF-S): “O tráfico ilícito ameaça nosso país nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, além de desafiar a soberania de nossos muitos parceiros internacionais”. (Cortesia da JIATF-S)

Almirante Charles Michel, diretor da Força Tarefa Conjunta Interagências – Sul (JIATF-S): “O tráfico ilícito ameaça nosso país nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, além de desafiar a soberania de nossos muitos parceiros internacionais”. (Cortesia da JIATF-S)

WASHINGTON, D.C., EUA – O corredor México-América Central, que inclui o Pacífico Oeste e o Caribe, é o “principal vetor” do narcotráfico para os Estados Unidos, declarou o almirante Charles Michel, diretor da Força Tarefa Conjunta Interagências – Sul (JIATF-S), em 19 de junho.

“Os grandes carregamentos marítimos, que normalmente passam pelos países centro-americanos, contribuem para a instabilidade e a corrupção na América Central, no México e na fronteira sudoeste [dos EUA]”, disse, confirmando relatos de fontes do setor de defesa americano à Câmara dos Deputados do país.

A força tarefa de Michel, dirigindo-se ao Comitê de Segurança Nacional, afirmou que a região abriga 90% da movimentação total de cocaína com destino aos Estados Unidos.

“O tráfico ilícito ameaça nosso país nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, além de desafiar a soberania de nossos muitos parceiros internacionais. Em particular, as táticas, técnicas e procedimentos empregados pelos traficantes de drogas são metodologias que podem ser utilizadas por qualquer um que queira movimentar pessoas e/ou cargas ilegalmente – inclusive terroristas”, destacou. “As rotas estabelecidas, métodos comprovados de transporte, logísticas integradas, comunicações e redes de comando e controle podem ser aproveitadas por diversos grupos que queiram prejudicar os Estados Unidos.”

As embarcações semissubmersíveis são a ameaça mais “insidiosa” aos Estados Unidos porque são difíceis de serem detectadas. Tais embarcações também vêm sendo usadas com maior frequência por narcotraficantes, pois 60 delas foram detectadas desde 2006. As embarcações semissubmersíveis transportam cerca de 330 t de drogas anualmente, explicou Michel.

A JIATF-S esteve envolvida na apreensão de 1.997 toneladas métricas (2.201 t) de cocaína na última década.

“Somos incansáveis e comprometidos durante a operação em um ambiente com limitação de recursos”, disse Michel. “Nosso objetivo é ameaçar os traficantes de drogas com interceptações e prendê-los em qualquer etapa de sua jornada. Trabalhamos arduamente e com o constante apoio de agências legais para garantir que tudo isso ocorra de maneira integrada, com o uso mais eficaz de nossos recursos.”

James Dinkins, diretor do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA, concorda com Michel em que as organizações do crime transnacional comumente usam lanchas para executar operações noturnas com destino aos Estados Unidos.

“Devido ao aumento das patrulhas do Departamento de Alfândega, da Patrulha de Fronteiras e da Guarda Costeira, as organizações do narcotráfico estão se afastando do litoral e seguindo mais para o norte para descarregar seu contrabando”, afirmou Dinkins.

Donna Buccella, comissária adjunta do Departamento de Alfândega e Patrulha de Fronteiras, acrescentou que os traficantes mexicanos também usam barcos de passeio para transportar drogas.

O almirante William Lee, vice-diretor de Operações da Guarda Costeira, disse que seus militares realizam a Operação Serpente Marinha – em conjunto com a Marinha e o Exército do México – na costa do Texas a cada três meses.

“Essas operações são contínuas e temos a intenção de mantê-las”, garantiu.


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