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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Assassinatos seguem em alta em El Salvador

Líderes organizacionais lançam campanha para pedir reforço na segurança

Por Alfredo Hernández para Infosurhoy.com — 25/02/2010


				Policial investiga cena de crime na vizinhança de Veracruz no  bairro de Cuscatancingo, subúrbio de San Salvador.(José Cabezas/Getty  Images)

Policial investiga cena de crime na vizinhança de Veracruz no bairro de Cuscatancingo, subúrbio de San Salvador.(José Cabezas/Getty Images)

SAN SALVADOR, El Salvador – Em Cantón Petacones, uma localidade nos arredores de Apopa, a polícia descobriu um cenário assustador no dia 14 de fevereiro: os corpos despedaçados de Estrella del Carmen Márquez e Guadalupe Abigail López, duas alunas de 16 anos de uma escola próxima, a Alfredo Cristiani.

“Não é justo o que eles fizeram comigo”, diz a mãe de Estela em profundo luto, que está em um programa especial para ajudar as vítimas da violência, por isso seu nome não pode ser revelado. “Eu peço justiça.”

Assim também sofrem aqueles que conheciam os outros 15 alunos assassinados desde o início do ano, enquanto uma onda de violência se abate sobre um país pobre, onde a polícia diz haver mais de 13 mil membros de gangues dentre os sete milhões de habitantes do país.

O aumento da escala de crimes violentos, especialmente assassinatos, extorsão e sequestro, faz com que muitos salvadorenhos temam por suas vidas em um país que se torna mais sangrento a cada semana.

Os números são alarmantes: o ano passado foi o mais violente na história do país, considerando-se que houve mais de quatro mil assassinatos registrados, uma média de 12 por dia, de acordo com os dados do instituto de medicina legal, o escritório geral da promotoria e a polícia federal do país.

Mas as coisas pioraram este ano, enquanto o país chega a uma média de 13 homicídios a cada 24 horas. O índice de assassinatos subiu de 56 assassinatos por 100 mil habitantes em 2008 para 71 por 100 mil em 2009.

A câmara do comércio salvadorenha propôs um projeto chamado “Exijo uma vida sem medo”, que suplica ao governo salvadorenho que reestruture seu combate ao crime fracassado. A campanha, que enfoca a redução da violência das gangues, está sendo divulgada no Facebook e em várias redes sociais salvadorenhas.

“Nosso país entrou em um estado de impotência”, declara o porta-voz da câmara de comércio. “Isso é prejudicial, pois limita as possibilidades de desenvolvimento pessoal, detém a atividade econômica e nos sufoca como sociedade, ao nos sentirmos indefesos e sem esperanças. O problema se tornou intolerável e fora de controle.”

O presidente salvadorenho, Mauricio Funes, que tem sido altamente criticado por suas estratégias malsucedidas de administração contra o crime, pediu conselhos a pessoas de diferentes setores para tornar as ruas mais seguras.

Quando Funes ficou sabendo das alunas de 16 anos, ele anunciou a mudança no foco da luta contra o crime: de prevenção para repressão.

“Estamos conscientes da onda de violência, com as gangues organizadas, com criminosos armados e muitos envolvidos no tráfico de drogas”, diz Funes. “Nós não temos razão para esconder: nossas instuitições têm se enfraquecido por causa do crime organizado.”

Mas a realidade é que dez dias após o início das orientações de Funes, houve 137 assassinatos – em média, um a cada 105 minutos.

Vice-ministro de segurança pública, Henry Campos confirmou o plano de Funes de aumentar o atual efetivo de dois mil soldados no patrulhamento conjunto das ruas com a polícia.

No entando, de acordo com a constituição, os soldados só podem patrulhar as ruas em defesa da soberania nacional, portanto não poderão atuar em missões de segurança pública.

Eles apenas estão lá para direcionar a polícia.

O governo também está decidindo sobre a redistribuição dos US$ 28,5 milhões fornecidos à polícia, pois ele acredita que talvez seja melhor reforçar as unidades de investigação, laboratórios de criminalística e armamento da polícia, ao invés de manter o sistema atual.

“Não é tarde demais”, declarou Funes. “Nós não temos um estado falido e temos capacidade para reagir.”


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