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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Brasil aposta em tecnologia de combate ao crime

Policiais treinados por simuladores virtuais de situações de crime e operações especiais.

Por Patricia Knebel para Infosurhoy.com – 13/05/2011


							Todos os policiais do Rio de Janeiro serão treinados com simuladores virtuais de situações de crime. O sistema está sendo testado por instrutores e policiais já treinados.(Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

Todos os policiais do Rio de Janeiro serão treinados com simuladores virtuais de situações de crime. O sistema está sendo testado por instrutores e policiais já treinados.(Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

PORTO ALEGRE, Brasil – Em uma ação policial, poucos segundos podem representar a diferença entre a vida ou a morte de criminosos, inocentes e dos próprios agentes de segurança pública.

Para treinar reações em situações de perigo, as forças de segurança pública têm apostado cada vez em novas tecnologias de combate ao crime.

Um projeto de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, prevê a compreensão do funcionamento do cérebro dos agentes de segurança.

Com isso, poderá ser possível treinar reações e evitar decisões erradas – muitas vezes tomadas em milésimos de segundos.

E os simuladores virtuais são cada vez mais comuns na rotina policial. Os equipamentos são usados na preparação dos profissionais que vão para as ruas combater crimes.

Há cerca de cinco anos, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul utiliza um sistema do gênero no treinamento do efetivo.

É o último teste antes de os policiais enfrentarem o risco real.

O simulador apresenta cerca de 80 situações – cada uma com três finais diferentes.


							A polícia brasileira terá cada vez mais ajuda da tecnologia. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando as funções cerebrais dos agentes de segurança pública para ajudá-los a tomar decisões e a melhorar seus reflexos. (Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

A polícia brasileira terá cada vez mais ajuda da tecnologia. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando as funções cerebrais dos agentes de segurança pública para ajudá-los a tomar decisões e a melhorar seus reflexos. (Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

Ao entrar nesse mundo virtual, o policial vivencia situações como um roubo de carro, assalto à mão armada ou sequestro.

“A decisão do momento do tiro é a diferença entre a vida e a morte”, diz Uilson Miguel Miranda do Amaral, diretor de ensino da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. “No simulador, o profissional pode errar e recomeçar quantas vezes forem necessárias, até aprender.”

Novo sistema adotado no Rio de Janeiro

Desde o início do ano, os policiais do Rio de Janeiro também aprendem no mundo virtual as técnicas que depois terão que aplicar nas ruas.

O sistema possui cinco telas, e o policial precisa tomar conta de todos os ambientes simulados.

Em um primeiro momento, ele tem que passar separadamente por cada situação. Em seguida, os mesmos procedimentos são repetidos conjuntamente – como ocorrem na realidade.

“Eles se deparam com diversas situações para resolver, muitas vezes diante de três ou quatro meliantes”, diz Antonio Carlos Cristino, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. “É uma ótima ferramenta, inclusive porque agrega elementos muito reais, como sons de helicóptero e cachorro.”

O equipamento está sendo testado pelos instrutores e por policiais formados. Em breve, todos os novatos passarão pelo treinamento com a novidade.


							“A decisão do momento do tiro é a diferença entre a vida e a morte”, diz Uilson Miguel Miranda do Amaral, diretor de ensino da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. “No simulador, o profissional pode errar e recomeçar quantas vezes forem necessárias, até aprender.” (Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

“A decisão do momento do tiro é a diferença entre a vida e a morte”, diz Uilson Miguel Miranda do Amaral, diretor de ensino da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. “No simulador, o profissional pode errar e recomeçar quantas vezes forem necessárias, até aprender.” (Cortesia da Polícia Civil Rio de Janeiro)

“O simulador possibilita que eles entendam conceitualmente e depois vivenciem isso na prática”, diz a delegada Jéssica Oliveira de Almeida, que também é diretora da Academia de Polícia Civil (Acadepol) do Rio de Janeiro. “Isso ajuda a consolidar o aprendizado.”

A meta do simulador não é melhorar a qualidade do tiro, mas auxiliar na tomada de decisão – como saber o momento de usar ou não força letal e em que situações.

Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, concorda que a tecnologia é uma aliada no treinamento de policiais.

Ao destacar a importância dos centros de inteligência que estão começando a ser estruturados no Brasil, a especialista defende que esses serviços sejam levados para todas as áreas da segurança pública.

“Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais começam a implantar áreas de inteligência”, comenta. “É um grande avanço termos departamentos capazes de fazer a análise de banco de dados e dar a retaguarda para os policiais que estão nas ruas.”


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