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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Copa do Mundo: Jozy Altidore em busca da glória para os Estados Unidos

Norte-americanos tentam se recuperar do vexame do Mundial de 2006

Por Dave Carey para Infosurhoy.com - 01/06/2010


							“Já provamos de que somos capazes na Copa das Confederações. Por que não na Copa do Mundo?”, diz o atacante Jozy Altidore, da seleção dos EUA. (Hunter Martin/Getty Images)

“Já provamos de que somos capazes na Copa das Confederações. Por que não na Copa do Mundo?”, diz o atacante Jozy Altidore, da seleção dos EUA. (Hunter Martin/Getty Images)

WASHINGTON, D.C., EUA – Os jogadores da seleção norte-americana têm declarado que pretendem ganhar na África do Sul muito mais do que a cobiçada taça de ouro: respeito.

“Não temos medo”, disse o atacante Jozy Altidore, em entrevista ao site FIFA.com. “Acho que somos capazes de vencer qualquer um quando jogamos bem e que não há equipe no mundo capaz de nos derrotar com facilidade. Nenhuma equipe pode simplesmente acabar conosco.”

Mas os norte-americanos vão ter de provar isso.

“Nos Estados Unidos, só 30% das pessoas respeitavam a seleção e o futebol, enquanto 70% simplesmente não sabiam nada do jogo. Acredito que, agora, 60% nos repeitam”, afirmou John Harkes, ex-capitão da equipe, ao jornal The New York Times.

O histórico dos Estados Unidos na maior arena do futebol mundial é bem instável, levando o mundo a questionar a dedicação do país a se tornar tão bom no campo de futebol quanto é na quadra de basquete. Em 1994, quando os EUA sediaram a Copa do Mundo, sua seleção chegou às oitavas-de-final, dando até um susto no Brasil, que acabou sendo campeão, com uma vitória por 1 a zero. Mas a equipe decepcionou no próximo Mundial, na França, onde foi varrida depois de tomar cinco gols e marcar um só.

Na Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, em 2002, os EUA fizeram sua melhor exibição desde a conquista do terceiro lugar no torneio, em 1930. Os norte-americanos estrearam na Copa com uma importante vitória sobre Portugal, uma das equipes favoritas, por 3x2, para depois empatar com a Coreia do Sul (1x1) e perder para a Polônia, por 3x 1. Ficaram em segundo lugar em seu grupo e disputaram as quartas-de-final, com uma vitória decisiva sobre o México, por 2x0. Voltaram para casa depois de derrotados pela Alemanha (1x0).

Mas o sucesso dos norte-americanos em campo durou pouco: na Alemanha, em 2006, foram eliminados com enorme rapidez. Os EUA perderam para a República Tcheca por 3x0 e empataram com a Itália, que se sagraria campeã da Copa. Precisavam ganhar de Gana para chegar à segunda fase.

Resultado: Gana, 2; Estados Unidos, 1.

“A linha divisória entre o que é considerado sucesso ou fracasso é muito tênue... e não podemos deixar que influências externas determinem isso”, o goleiro Tim Howard afirmou à The Associated Press. “Na melhor hipótese, temos poucas chances de ganhar a Copa, mas isso não nos impede de ir lá e tentar.”

Em nome da exatidão, as chances são de 50 para 1.

Em 14° lugar no ranking da FIFA, os Estados Unidos estreiam na Copa com a primeira partida do Grupo C, contra a Inglaterra (8°), em 12 de junho, antes de enfrentar a Eslovênia (25°), dia 18, e a Argélia (30°), dia 23.

Os jogadores se inspiram nas bem-sucedidas experiências das eliminatórias para a Copa e para a Copa das Confederações, ano passado, na África do Sul, onde puseram fim a uma sequência de invencibilidade da Espanha, que já se estendia por 35 partidas com uma vitória por 2x0 nas semifinais. Na final, marcaram os dois primeiros gols em uma partida contra o Brasil, que acabou ganhando por 3x2.

Mesmo na derrota, porém, os norte-americanos ganharam confiança, diz Altidore. Agora, trata-se de transformar as vitórias morais naquelas que valem três pontos na Copa do Mundo.

“Já provamos do que somos capazes na Copa das Confederações. Por que não na Copa do Mundo”, observou, falando ao FIFA.com. “Estamos bem na foto.”


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