Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
BOCA CHICA, República Dominicana – Ao término da temporada regular de 2011 da Liga Principal de Beisebol em 28 de setembro, os nomes dos jogadores dominicanos podiam ser facilmente encontrados no topo das principais categorias estatísticas.
José Bautista, do Toronto Blue Jays, arrebatou o primeiro lugar em home runs (43), o arremessador José Valverde salvou o maior número de jogos (49) pelo Detroit Tigers e José Reyes foi simplesmente impressionante no New York Mets, ao obter a melhor média de rebatidas (0,337) do campeonato.
A República Dominicana é o país estrangeiro com o maior número de jogadores na Liga Principal de Beisebol (MLB) dos Estados Unidos.
Agora, chegou a hora da nação caribenha comemorar seu papel no abrilhantamento do passatempo nacional americano.
O Salão de Exibições da Liga Principal de Beisebol é a primeira exibição permanente que destaca as conquistas dos cerca de 470 dominicanos que chegaram às grandes ligas.
Localizado em um prédio modesto perto da agência do Banco BHD, que bancou sua construção, o salão é repleto de objetos pertencentes aos jogadores das ligas principais. E a entrada é gratuita.

O Salão de Exibições da Liga Principal de Beisebol é a primeira exibição permanente que destaca as conquistas dos cerca de 470 dominicanos que chegaram às grandes ligas. Localizado em um prédio modesto perto da agência do Banco BHD, que bancou sua construção, o salão é repleto de objetos pertencentes aos jogadores das ligas principais. (Ezra Fieser para Infosurhoy.com)
Dos grandes nomes do passado, como o ex-arremessador do San Francisco Giants Juan Marichal, cuja movimentação de pernas radical consta de uma fotografia no salão, aos melhores jogadores da atualidade, como o primeira-base do St. Louis Cardinals o “Rei” Albert Pujols, o salão atravessa décadas.
“Com esse salão de exibições, o BHD quer homenagear os dominicanos que se destacaram na Liga Principal de Beisebol”, declarou Molina Achécar, presidente do BHD, durante a inauguração do local. “Dos primeiros astros dominicanos da MLB aos atuais, todos são motivo de orgulho para nosso país.”
Em 1956, Ozzie Virgil se tornou o primeiro dominicano a jogar nas ligas principais, ao ser contratado pelo New York Giants. Desde então, a República Dominicana se tornou uma fábrica de talentos.
Ao todo, os dominicanos respondem por 10% da escalação da Liga Principal de Beisebol. Cada um dos 30 times da MLB criou campos de treinamento no país, a maioria nas proximidades de Boca Chica, uma cidade litorânea cerca de 32 km a leste da capital do país, Santo Domingo.
O número de dominicanos que já vestiu as camisas da MLB realça a importância crescente que os jogadores estrangeiros, especialmente os latinos, desempenham no principal palco do esporte.
No início da temporada, 27,7% de todos os jogadores na escalação do primeiro dia tinham nascido fora dos Estados Unidos, segundo a MLB.
O New York Yankees lidera essa estatística, com 16 jogadores, incluindo seu astro segunda-base Robinson Canó, nativo de San Pedro de Macorís e filho do ex-jogador das ligas principais, José Canó.
O sucesso de jogadores como Canó motiva gerações de jovens dominicanos a treinar diariamente, na esperança de chamar a atenção de algum olheiro e, possivelmente, ganhar um bônus contratual, que normalmente vale alguns milhares, e às vezes milhões, de dólares.
Até mesmo os contratos das liga inferiores, em torno de US$ 10.000 (R$ 18.800), valem mais que o salário médio anual de um dominicano. Já um contrato da liga principal é capaz de mudar uma vida.
Representantes do banco afirmam que o salão surgiu de uma parceria com a Liga principal de Beisebol que data de 2008, quando o BHD se tornou o banco oficial da MLB na República Dominicana.
O salão já recebeu doações de astros dominicanos de destaque, como David “Big Papi” Ortiz, do Boston Red Sox, e o campeão de rebatidas da Liga Nacional de 1970, Rico Carty.
O banco garante que planeja expandir a exibição a partir da doação de mais objetos dos jogadores dominicanos.
“Ver todos esses dominicanos que chegaram lá me faz pensar que eu também posso”, disse Carlos de la Cruz, um defensor interno de 15 anos que visitou recentemente o salão. “Pode-se ver os bastões e as camisas que usaram. É de dar orgulho.”
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