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CIDADE DO MÉXICO – A exposição itinerante “Forças Armadas, Paixão em Servir o México” permite aos cidadãos conhecer mais o trabalho, os equipamentos e armamentos utilizados pelas instituições militares do país. Acima, soldados ensinam crianças a fazer uma descida vertical durante a passagem da exibição pela Cidade do México, em março. (Daniel Higa para Infosurhoy.com)

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Londres 2012: Seleção uruguaia de futebol quer ouro

Celeste está de volta aos Jogos Olímpicos após 84 anos de ausência.

Por Antonio Larronda para Infosurhoy.com – 20/06/2012


				O técnico uruguaio Óscar Washington Tabárez está considerando o atacante
					Luis Suárez, de 25 anos, como um dos três jogadores acima dos 23 anos a serem
					convocados para os Jogos Olímpicos de Londres. (Andres Stapff/Reuters)

O técnico uruguaio Óscar Washington Tabárez está considerando o atacante Luis Suárez, de 25 anos, como um dos três jogadores acima dos 23 anos a serem convocados para os Jogos Olímpicos de Londres. (Andres Stapff/Reuters)

MONTEVIDÉU, Uruguai – A Celeste vai conquistar o ouro.

Pelo menos este é o consenso entre os uruguaios quanto à seleção olímpica de futebol masculino do país, depois de muitos de seus jogadores terem desempenhado papéis importantes na conquista da Copa América de 2011 e de terem ficado em quarto lugar na Copa do Mundo 2010.

O Uruguai disputará o torneio de futebol masculino pela primeira vez desde a conquista do ouro em 1928, após derrotar a Argentina por 2x1 na final, na Holanda.

Depois de 84 anos, o Uruguai estreia no Grupo A das Olimpíadas em 26 de julho contra os Emirados Árabes Unidos, no histórico Estádio Trafford, em Manchester, antes de pegar o Senegal em Londres em 29 de julho, concluindo a fase de grupos contra a Grã-Bretanha em 1º de agosto em Clifford.

Os dois primeiros colocados de cada grupo passam para as quartas de final.

“[A fase de grupos] é difícil porque temos a Grã-Bretanha, mas depois jogaríamos contra um time do grupo do México, que, na minha opinião, não é tão bom”, afirma Carlos Barraza, torcedor uruguaio de 40 anos.


				Rodrigo Manrique acompanha a seleção nacional há anos e espera uma medalha
					nos Jogos de Londres. “Na Copa do Mundo, ninguém achava que tínhamos chances e
					acabamos em quarto”, lembra. (Antonio Larronda para Infosurhoy.com)

Rodrigo Manrique acompanha a seleção nacional há anos e espera uma medalha nos Jogos de Londres. “Na Copa do Mundo, ninguém achava que tínhamos chances e acabamos em quarto”, lembra. (Antonio Larronda para Infosurhoy.com)

Brasil, Honduras e México são os outros times do Hemisfério Ocidental entre os 16 que estarão em Londres. Argentina e Nigéria, que ficaram com o ouro e a prata, respectivamente, em Pequim, não se classificaram para os Jogos. O Brasil, terceiro colocado em 2008, busca seu primeiro ouro olímpico na modalidade.

Os uruguaios esperam um grande desempenho da sua seleção na competição, que permite a participação de apenas três jogadores acima dos 23 anos de idade. O Comitê Olímpico Uruguaio diz que deve apresentar a lista de convocados com 18 nomes às autoridades olímpicas em 2 de julho.

“Na Copa do Mundo, ninguém achava que tínhamos chances e acabamos em quarto”, lembra Rodrigo Manrique, torcedor uruguaio de 25 anos. “Temos jogadores sub-23 que já trabalharam com [o técnico Oscar Washington Tabárez] e conhecem seu estilo. Se eles assimilarem o que Tabárez ensinar, terão uma grande chance de trazer uma medalha.”

No entanto, Tabárez, conhecido como “El Maestro” (O Professor), subestima as expectativas.

“Nós não temos essa memória coletiva – a experiência de treinar juntos, viver como um grupo, jogar e compartilhar experiências”, disse recentemente ao jornal Diario La República. “Ao contrário, esse é o caso de Brasil, Espanha e México, que são meus favoritos por causa do forte treinamento de seus jovens atletas. Eles jogam muito bem.”

Até agora, a grande novidade do Uruguai é que Diego Forlán, 33 anos, atacante que liderou o time na Copa do Mundo e na Copa América, não deve ser convocado. Tabárez está de olho em outros quatro jogadores acima dos 23 anos: o goleiro Fernando Muslera, do Galatasaray (Turquia), o meia Egidio Arévalo Ríos, do Tijuana (México), o atacante Luis Suárez, do Liverpool (Inglaterra), e o atacante Édinson Cavani, do Napoli (Itália).


				Edward Piñón, editor esportivo do diário uruguaio El País, diz que o Uruguai,
					apesar da falta de treinamento adequado, está na briga por medalha graças aos
					talentos individuais. (Cortesia de Julio Barcelos)

Edward Piñón, editor esportivo do diário uruguaio El País, diz que o Uruguai, apesar da falta de treinamento adequado, está na briga por medalha graças aos talentos individuais. (Cortesia de Julio Barcelos)

Edward Piñón, editor esportivo do diário uruguaio El País, diz que o talento superior do Uruguai deve impulsionar a corrida por medalha.

“Seria loucura imaginar uma semifinal sem o Uruguai”, afirma. “Será um time altamente competitivo, com grandes talentos individuais e forte potencial como grupo.”

Piñón diz que Suárez e Cavani são “os melhores atacantes da Europa e estão jogando em um nível altíssimo”.

“Gastón Ramírez, [volante] do Bologna, está em alta, Abel Hernández [do italiano Palermo] é o melhor jogador do time que veio do banco, e [o zagueiro do Liverpool] Sebastián Coates deve ser o próximo capitão do time”, afirmou Piñón ao analisar os talentos do time sub-23.

Outras promessas sub-23 são os zagueiros Leandro Cabrera (do espanhol Numancia), Diego Polenta (do italiano Bari), Matías Aguirregaray (do italiano Palermo) e o ponteiro Jonathan Urretaviscaya (do português Vitoria).

Piñón espera que Tabárez dê maior atenção a cinco jogadores profissionais locais que estão em uma fase excelente: os ponteiros Tabaré Viudez e Gonzalo Bueno e o zagueiro Alexis Rolín, do Nacional, o meia-atacante do Defensor Sporting Diego Rodríguez e o meio-campista do Fénix Alejandro Silva.

“Por causa do curto espaço de tempo que temos para trabalhar, Tabárez buscará jogadores multifuncionais”, acrescenta Piñón.

Para Barraza, a maior fraqueza do time é que ainda não tem uma identidade e é fundamental que os jogadores mais jovens se entrosem com os mais velhos o quanto antes.

“Além disso, ainda temos de ver em que condições estão os jogadores sub-23. E os jogadores mais velhos que vêm do exterior podem não estar em sua melhor forma porque disputaram muitos jogos”, diz. “Mas, se superarmos isso e ganharmos o bronze, será motivo de comemoração.”


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