
BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)
SAN SALVADOR, El Salvador – O presidente salvadorenho, Mauricio Funes, pediu desculpas pelo assassinato do arcebispo Óscar Arnulfo Romero, que, há exatos 30 anos, foi fatalmente baleado por um esquadrão da morte, numa época em que organizações terroristas “agiam sob a proteção, a colaboração, a aquiescência ou a participação de agentes do Estado”, nas décadas de 1970 e 1980. “À luz dessas circunstâncias e, como presidente da República, eu me desculpo, em nome do Estado salvadorenho, por esse assassinato, há 30 anos”, disse Funes, em cerimônia em homenagem a Romero, na data de sua morte, 24 de março. Funes pediu à família de Romero que perdoe o país e ofereceu suas “mais sinceras condolências”, comprometendo-se a oferecer apoio “incondicional em sua busca para desvendar os fatos”. O irmão de Óscar, Gaspar Romero, aceitou o pedido de desculpas de Funes depois de o presidente elogiar o arcebispo pela defesa dos direitos civis e por sua tentativa de revelar os desmandos do governo e das forças armadas, antes de se tornar “vítima da violência ilegal perpetrada por um esquadrão da morte”. “Esses tipos de grupos armados fora-da-lei espalharam o terror entre a população civil naqueles anos obscuros, deixando milhares de vítimas atrás de si”, disse Funes. Ele afirmou que representantes do governo acreditam que o falecido Roberto D’Aubuisson, oficial do exército que fundou a ARENA, partido de direita que governou o país de 1989 a junho do ano passado, desempenhou papel importante no assassinato de Romero. “Nosso governo aceitou a validade legal dos relatos ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, assim, o reconhecimento oficial da responsabilidade do Estado no assassinato do Monsenhor Romero é inegável”, disse Funes. [Latin American Herald Tribune (El Salvador), 26/03/10; El Nuevo Diario (Nicarágua), 24/03/10; El Comercio, (Peru), 24/03/10]
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