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BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

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México é o país mais violento para jornalistas, segundo IPI

06/01/2012

VIENA, Áustria – No total, 103 jornalistas foram mortos em 2011 em todo o mundo, com o México figurando como o local mais perigoso para o trabalho da mídia, informou em 5 de janeiro o observatório de imprensa International Press Institute (IPI), com sede em Viena.

O número de mortes de 2011 foi o segundo maior já registrado depois de 2009, quando 110 jornalistas foram mortos em serviço.

“Os números estão piorando”, declarou o IPI, observando que 55 profissionais foram mortos em 2001. “Em 2002, 19 países constavam da lista do IPI de jornalistas assassinados. Em 2011, havia 40 – mais do que qualquer ano da última década.”

Com 10 jornalistas assassinados no ano passado, o México foi o país mais perigoso para os profissionais de mídia, segundo o IPI.

O Iraque ficou em segundo, com 9 mortes – a maioria relacionada a explosões de bombas –, seguido de Honduras, Paquistão e Iêmen, com 6 mortos cada, e Líbia e Brasil, com 5 cada.

No Norte da África e Oriente Médio, a maioria dos jornalistas perdeu a vida durante as revoltas da Primavera Árabe.

Na África Subsaariana, Rússia e em diversos casos no Paquistão, os repórteres foram vítimas de assassinatos por encomenda, de acordo com o IPI.

“Quase todos os jornalistas mortos em 2011 eram repórteres e cinegrafistas que cobriam conflitos, corrupção e outras atividades locais”, informou o IPI. “Tragicamente, a probabilidade de os executores serem levados à justiça é praticamente nula. A impunidade estimula os assassinatos.”

O IPI também observou uma “tendência no aumento da violência contra jornalistas no Hemisfério Ocidental” e conclamou os governos a respeitar os direitos da mídia ao livre exercício da profissão.

Além de assassinatos por encomenda, a lista do IPI inclui jornalistas mortos em desastres naturais, quedas de avião e ataques enquanto estavam a trabalho.

Em sua contagem própria, a organização Repórteres sem Fronteira registrou a morte de 66 jornalistas em 2011.

[AFP (Áustria), 05/01/2012; Elfinanciero.com.mx (México), 05/01/2012]


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