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BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

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Militares americanos auxiliam operação antidrogas na América Latina

13/02/2012

MIAMI, EUA – As forças armadas americanas anunciaram recentemente que estariam se juntando a uma grande operação internacional de combate ao contrabando de drogas e ao crime organizado no litoral centro-americano.

Unidades militares da Europa e da América Latina também estão participando.

A Força-Tarefa Conjunta Interagências do Comando Sul dos Estados Unidos está trabalhando com a força multinacional para detectar e acabar com o contrabando de drogas ilegais, armas e grandes quantidades de dinheiro lavado.

“Mais de 80% da cocaína com destino ao mercado americano é transportada pelo mar, principalmente através das rotas litorâneas da América Central”, afirmou o chefe do Comando Sul, general Douglas Fraser. “Pretendemos interromper essas operações, limitando a capacidade deles de usar a América Central como zona de trânsito.”

A força americana é composta de 10 embarcações da marinha e da Guarda Costeira.

A marinha é responsável por detectar e fornecer informações sobre atividades criminosas. Já a Guarda Costeira trabalha na interceptação dos contrabandistas.

Segundo autoridades do Comando Sul, são 13 os países participantes: Canadá, Belize, Colômbia, El Salvador, França, Guatemala, Honduras, Holanda, Nicarágua, Panamá, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

“Sabemos que as organizações criminosas têm forte presença nas águas costeiras da América Central”, declarou José Ruiz, porta-voz do Comando Sul, em Miami.

Normalmente, tais grupos se movimentam entre águas internacionais e países específicos, “portanto, é muito importante que todos os países da região cooperem no controle”, ressaltou Ruiz.

Ainda não foi definida uma data de término da ação, chamada Operação “Martillo” (Martelo), que começou na última semana de janeiro. “Esta será determinada à medida que atingirmos nossas metas”, revelou Ruiz.

Em 2011, o Comando Sul auxiliou outras agências na apreensão de 119 toneladas métricas de cocaína na América Central, com um valor calculado em US$ 2,35 bilhões (R$ 4,02 bilhões).

Foram também aprendidos US$ 21 milhões (R$ 35,9 milhões) em espécie e US$ 16 milhões (R$ 27,3 milhões) em itens do mercado negro que seriam usados na lavagem de dinheiro pelos criminosos, segundo o Comando Sul.

[AFP (Estados Unidos), 10/02/2012; El Universal (México), 09/02/2012]


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