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2008-11-26

Ex-prefeito de Pando recorre à Lei do Silêncio

Gerardo Polo

TAMANHO DO TEXTO
O Governador da Provнncia de Pando, Leopoldo Fernбndez, caminha com seus partidбrios.  O Presidente Evo Morales acusou Fernбndez de instigar a violкncia que matou pelo menos 16 pessoas em 11 de setembro.

O Governador da Provнncia de Pando, Leopoldo Fernбndez, caminha com seus partidбrios. O Presidente Evo Morales acusou Fernбndez de instigar a violкncia que matou pelo menos 16 pessoas em 11 de setembro.

LA PAZ, Bolívia — Segundo o site boliviano Jornadanet.com, Leopoldo Fernández, ex-prefeito de Pando e líder da oposição ao presidente Evo Morales, negou-se a fazer declarações diante da Comissão Especial Multipartidária formada por deputados bolivianos. Fernández é o principal acusado no caso polêmico do assassinato de vários indígenas ocorrido em 11 de setembro.

Por recomendação dos seus advogados, Leopoldo Fernández recorreu ao chamado Direito Constitucional do Silêncio, argumentando que aguarda as circunstâncias ideais para poder prestar depoimento. Observadores da política nacional acreditam que o presidente Evo Morales está usando as acusações contra Fernandez para fins políticos e que, na verdade, as autoridades nacionais bolivianas foram cúmplices do massacre.

O jornal espanhol El País informa que o número total de camponeses assassinados e desaparecidos no departamento amazônico de Pando ainda não pôde ser determinado.

O presidente Evo Morales ordenou a prisão de Fernández, que atualmente encontra-se na penitenciária de São Pedro, na cidade de La Paz, sob a acusação de genocídio.

De acordo com o jornal espanhol, um grupo de mil indígenas partiu do distrito da Filadélfia no dia 11 de setembro para participar de passeata em apoio ao presidente e cercaram os defensores do autonomismo que haviam tomado à força o Instituto da Reforma Agrária em Cobija. Horas mais tarde, eles foram atacados por civis que portavam armas de fogo.

Vídeo confirma que autoridades são responsáveis

Enquanto Fernández continua sendo acusado de ser responsável pelo ataque, o jornal platino Página 12 afirma que a missão da União das Nações Sul-Americanas (Unasur), que investiga o que ocorreu em Pando, apresentou ao Parlamento da Argentina em 20 de novembro um vídeo que confirma a passividade das autoridades bolivianas diante do massacre dos indígenas.

Rodolfo Matarollo, chefe da missão investigadora e ex-senador argentino, declarou ao Página 12 que não há dúvidas de que as autoridades bolivianas participaram do massacre.

O relatório final da Unasur deve ser apresentado no dia 25 de novembro no Palácio da Moeda diante da presidente chilena Michelle Bachelet, que é titular temporária da Unasur.

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