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2009-02-16

YPFB está envolvida em novos casos de corrupção

Carlos Ortega

Santos Ramírez, ex-presidente da YPFB, petrolífera estatal boliviana, é preso ao ser acusado de envolvimento em escândalo de corrupção.

TAMANHO DO TEXTO
Santos Ramírez, ex-presidente da YPFB e homem de confiança nomeado pelo presidente Evo Morales, foi preso por ordem da juíza Marcela Siles no dia 12 de fevereiro por causa de uma suposta apropriação indevida de dinheiro da empresa.

Santos Ramírez, ex-presidente da YPFB e homem de confiança nomeado pelo presidente Evo Morales, foi preso por ordem da juíza Marcela Siles no dia 12 de fevereiro por causa de uma suposta apropriação indevida de dinheiro da empresa.

LA PAZ, Bolívia – Novos casos de corrupção envolvendo a companhia estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) foram revelados no dia 12 de fevereiro pelo atual presidente da petrolífera, Carlos Villegas. Conforme fontes oficiais, a prisão de Santos Ramírez, ex-presidente da YPFB e homem de confiança nomeado pelo presidente Evo Morales, foi ordenada pela juíza Marcela Siles no dia 12 de fevereiro por causa de uma suposta apropriação indevida de dinheiro da empresa.

Santos Ramírez é acusado de criar uma empresa não autorizada com 140 funcionários para prestar serviços à petrolífera estatal. La Prensa identificou a empresa como YPFB-SIPSA, um empreendimento privado que usava as iniciais da corporação estatal (YPFB), juntamente com as suas próprias iniciais (SIPSA), correspondente a Servicios e Industrias Petroleras Sociedad Anónima. No seu próprio site, a empresa se apresenta como um empreendimento de risco da Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) para a prestação de serviços ao setor de petróleo.

De acordo com Villegas, irregularidades graves apareceram na constituição da empresa e na maneira como ela administrou as suas dívidas. O caso foi divulgado pelo Ministério da Transparência Institucional e Luta contra a Corrupção, recentemente criado por Evo Morales e seu governo. Como resultado, a YPFB solicitou uma auditoria técnica e jurídica imediata na SIPSA, que contratara 140 funcionários sem contrato nem aprovação orçamentária, o que para o presidente da YPFB é algo inaceitável.

Investigações iniciais mostraram que a SIPSA foi criada para refinar gás liquefeito e prestar serviços de perfuração. As investigações também revelaram que, no dia 25 de agosto de 2008, o então presidente da YPFB, Santos Ramírez, adquiriu 218 ações da empresa, tornando-se acionista majoritário.

Villegas também revelou que o quadro de funcionários da YPFB aumentou drasticamente desde a diretoria anterior. Em 2005, antes da chegada de Evo Morales ao poder, a empresa tinha 500 funcionários em todo o país. Segundo La Prensa, as estatísticas mostram que há atualmente 1,5 mil funcionários somente nos escritórios de La Paz, sem contar os funcionários das empresas estatizadas que agora pertencem à YPFB.

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