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2009-03-06

Autoridades financeiras apóiam luta contra crime organizado

Ulises Ríos

Autoridades financeiras reconhecem que a Guatemala tem problemas sérios com a lavagem de dinheiro e que é preciso adotar medidas para combater o crime. Dentre elas estará um sistema de monitoramento financeiro para funcionários públicos.

TAMANHO DO TEXTO
Nova cédula de 1 quetzal. Cerca de 60 milhões de cédulas foram impressas pela Canadian Bank Note Co. Ltd. e entraram em circulação em 2007. A lavagem de dinheiro é um problema sério na Guatemala e medidas severas de segurança estão sendo adotadas.

Nova cédula de 1 quetzal. Cerca de 60 milhões de cédulas foram impressas pela Canadian Bank Note Co. Ltd. e entraram em circulação em 2007. A lavagem de dinheiro é um problema sério na Guatemala e medidas severas de segurança estão sendo adotadas.

CIDADE DA GUATEMALA, Guatemala ― A Superintendência Bancária da Guatemala anunciou que as finanças de cerca de dois mil funcionários públicos serão monitoradas durante a iniciativa de combate à corrupção e aquisição ilegal de riquezas, informa o jornal Prensa Latina. A medida foi adotada depois de a Guatemala ter sido apontada como um dos países com os maiores níveis de lavagem de dinheiro no mundo.

O Relatório Internacional de Estratégias no Controle de Narcóticos de 2009, publicado pelo Departamento de Estado Norte-Americano, colocou a Guatemala na lista de preocupação primordial entre os países envolvidos em lavagem de dinheiro. O país faz parte da lista desde 2007. O jornal Prensa Libre informa que o relatório estimou que cerca de US$ 60 milhões provenientes de atividades ilegais entraram no país ou foram gerado em território guatemalteco nos últimos 18 meses.

Para combater esse problema, a Guatemala recebeu a cúpula do Egmont Group em 3 de março. O jornal La Hora explica que esse órgão internacional reúne 108 agências de inteligência financeira de vários países para criar estratégias dedicadas a combater a lavagem de dinheiro. O Egmont Group tentará combater a lavagem de grandes quantias de dinheiro por meio do compartilhamento de informações, conhecimentos e tecnologias.

O Prensa Libre afirma que, em apoio à iniciativa, o diretor da Superintendência Bancária (SIB), Edgar Barquín, anunciou que as medidas serão implantadas em abril deste ano para proporcionar mais controle sobre as contas bancárias de funcionários públicos e seus familiares.

Esta política cobrirá 2.500 funcionários públicos, incluindo prefeitos, representantes, ministros e secretários de partidos políticos, Barquín explicou ao La Hora. Transferências internacionais de dinheiro, investimentos em projetos comerciais, veículos, jóias, propriedades e a criação de empresas fantasmas são algumas das maneiras que o crime organizado é financiado no país e as medidas serão tomadas para combater especificamente tais atividades.

El Periódico informou que essas medidas também criarão requisitos adicionais para as informações prestadas pelos bancos privados às autoridades, tais como a compra e venda de dólares e detalhes sobre transações em moeda estrangeira em cada agência bancária. Tais relatórios também serão exigidos de concessionárias, imobiliárias e joalherias para transações que excedam US$ 10 mil.

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