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2009-03-18

Uribe confirma apoio ao Plano Colômbia

Winston F. Burges

O presidente colombiano Álvaro Uribe confirmou que o Plano Colômbia, promovido entre EUA e Colômbia para lutar contra o terrorismo e o tráfico de drogas, será mantido em 2009. Uribe explicou que a Colômbia precisava de ajuda americana e internaciona

TAMANHO DO TEXTO
Francisco Santos, vice-presidente colombiano, causou um vendaval político no dia 16 de março, quando questionou a eficácia da estratégia conjunta entre Colômbia e EUA e o custo político dela em entrevista ao jornal El Tiempo. Entretanto, o presidente Uribe confirmou que o Plano Colômbia permanecerá em vigor em 2009.

Francisco Santos, vice-presidente colombiano, causou um vendaval político no dia 16 de março, quando questionou a eficácia da estratégia conjunta entre Colômbia e EUA e o custo político dela em entrevista ao jornal El Tiempo. Entretanto, o presidente Uribe confirmou que o Plano Colômbia permanecerá em vigor em 2009.

BOGOTÁ, Colômbia ― O presidente colombiano Álvaro Uribe rejeitou a possibilidade de pôr fim ao Plano Colômbia, criado em 2001 com financiamento americano para combater o tráfico de drogas e os grupos armados ilegais. Segundo a Reuters, Uribe desautorizou os comentários feitos pelo vice-presidente Francisco Santos.

Criado para combater o tráfico de drogas e o terrorismo na Colômbia com ajuda financeira e logística dos EUA, o plano foi inaugurado no final dos mandatos de Andrés Pastrana na Colômbia e Bill Clinton nos EUA, mas recebeu aumentos substanciais e um forte apoio das administrações de Bush e Uribe. Desde 2001, os EUA já repassaram mais de US$ 6 bilhões à Colômbia por meio do plano.

Santos causou um verdadeiro vendaval político no dia 16 de março, quando questionou a eficácia da estratégia conjunta da Colômbia e dos EUA e o custo político para o país em entrevista ao jornal El Tiempo.

O Plano Colômbia nos ajudou muito e foi muito importante em momentos cruciais, em nível político, policial e militar, para combater o tráfico de drogas, mas agora não é mais necessário, afirmou Santos. O custo para a dignidade do país é alto demais.

Santos foi a primeira autoridade do governo colombiano a opor-se à ajuda americana no combate às drogas e a criticar a sua eficiência. A opinião do vice foi rejeitada enfaticamente pelo presidente Uribe.

Ainda há 100 mil hectares de plantações de drogas e alguns cartéis muito perigosos, disse Uribe à Reuters. Precisamos continuar lutando, pois este problema não irá embora sozinho. Precisamos de ajuda dos EUA e de toda a comunidade internacional.

A agência de notícias EFE noticiou que o ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, também discordou do vice-presidente Santos e defendeu o Plano Colômbia como uma estratégia necessária para consolidar os bons resultados obtidos até agora na luta contra o tráfico de drogas e o terrorismo.

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, também reiterou o compromisso do país com a manutenção do plano. Todo o apoio americano à Colômbia é muito benvindo, disse ao jornal El Espectador. O Plano Colômbia é vital para combater o terrorismo e o tráfico de drogas.

O general colombiano Freddy Padilla de León, comandante das forças armadas, também enfatizou a importância da estratégia. Ela evoluiu para um relacionamento que tira o máximo da nossa experiência de muitos anos e está se tornando mais eficiente à medida que nos integramos mais não somente com os EUA, mas com a América como um todo, afirmou ao El Espectador. Isto significa que há cada vez menos espaço para traficantes desrespeitarem a lei ou escaparem das autoridades em qualquer um destes países.

Congressistas também saíram em defesa do Plano. O senador Jairo Clopatosfky, do Partido Social de Unidade Nacional (PSUN), de direita, falou como jornal El Tiempo sobre os comentários do vice-presidente Santos. Este é um grande erro, não sei o que ele estava pensando... Sem apoio internacional, o comércio das drogas vai prosperar.

Nos últimos anos, os EUA enviaram em média US$ 700 milhões por ano para a Colômbia, apesar de uma queda para US$ 550 milhões em 2009. Muitos analistas dão ao Plano Colômbia parte do crédito pelos sucessos frequentes do governo colombiano contra as Farc e outros grupos narcoterroristas nos últimos anos.

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