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2009-03-25

Equador anuncia plano de reestruturação

Carlos Orías B.

Governo do Equador planeja divulgar plano de reestruturação de dívidas na reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ser realizada na Colômbia de 27 a 31 de março. O plano inclui títulos estrangeiros que o governo alega serem ile

TAMANHO DO TEXTO
Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em entrevista coletiva em Medellin, na Colômbia, antes da reunião anual do banco realizada entre 27 e 31 de março.

Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em entrevista coletiva em Medellin, na Colômbia, antes da reunião anual do banco realizada entre 27 e 31 de março.

QUITO, Equador ― Governo do Equador decidiu esperar pela reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para anunciar seu plano de reestruturação para os cerca de US$ 3,21 bilhões da dívida externa que deixou de pagar no ano passado. A reunião será realizada em Medellin, na Colômbia, de 27 a 31 de março.

De acordo com o jornal El Comercio, o presidente equatoriano Rafael Correa quer manter a proposta em segredo, apesar de a ministra das Finanças, Maria Elsa Viteri, já ter anunciado que o plano está pronto.

A agência de notícias EFE informa que Correa se disse desconfiado do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial ao anunciar que pretendia abordar fontes sul-americanas de financiamento, tais como a Corporação Andina de Fomento (CAF), a fim de executar sua nova estratégia.

El Comercio afirmou ainda que o governo tentou diminuir o fardo na economia equatoriana em novembro de 2008 ao parar de pagar a taxa de juros da dívida do país, que classificou de ilegal e ilegítima porque o dinheiro tomado como empréstimo nunca entrou no país.

O Equador anuncia agora que será inadimplente no pagamento dos US$ 135 milhões referentes aos juros sobre os títulos globais de 2030, que têm um valor original de US$ 2,7 bilhões. A dívida externa total do país é de US$ 10 bilhões.

Sempre fazemos o que dizemos, Correa afirmou em entrevista ao El Mercurio. É por isso que não pagamos os juros.

Os títulos globais de 2012 e 2030 foram emitidos em 2000 para substituir os títulos Brady, que por sua vez haviam sido emitidos para diminuir a dívida externa anterior do país.

Juntos, os títulos possuem um valor original de US$ 3,21 bilhões, mas a decisão de parar de pagar os juros fez com que o preço de mercado desses títulos caísse para menos de 30% do valor original.

Talvez prevendo o fato de que os obrigacionistas insatisfeitos poderiam processar o governo, consultores foram recrutados para assistir na reestruturação da dívida.

Desde que declarou a inadimplência do país, o presidente Correa disse que o Equador poderá comprar a dívida de volta e não desistiu da idéia de reestruturá-la em períodos diferentes, com outra taxa de juros. A hipótese mais extrema prevista até agora seria a de o governo comprar sua dívida de volta com um desconto de 70%.

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