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2009-03-31

Governos centro-americanos buscam assistência para crise econômica

Carlos Orías B.

Problemas financeiros nos países da América Central, causados pelo declínio nas exportações e na queda de remessas de dinheiro, levaram os governos a procurar novas fontes de financiamento junto às instituições internacionais de crédito.

TAMANHO DO TEXTO
Alfred Schipke, representante do FMI na América Central, disse que apesar de a Guatemala ainda não precisar, a linha de crédito oferecida deveria ser considerada como uma \"rede de segurança\" para cobrir futuras eventualidades.

Alfred Schipke, representante do FMI na América Central, disse que apesar de a Guatemala ainda não precisar, a linha de crédito oferecida deveria ser considerada como uma \"rede de segurança\" para cobrir futuras eventualidades.

AMÉRICA CENTRAL ― O presidente salvadorenho Elías Antonio Saca (que deixará o cargo em breve) busca assistência junto às instituições financeiras internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), antes que a organização internacional esteja saturada de pedidos vindos de outros países em consequência da crise econômica global.

De acordo com o jornal La Prensa Gráfica de 30 de março, o secretário técnico da Presidência de El Salvador, Eduardo Ayala Grimaldi, enviou solicitação ao Banco Mundial e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para fundos adicionais a serem recebidos pelo país nos próximos dois anos.

Essas organizações já ajudaram El Salvador em 2008, concedendo US$ 950 milhões que foram aprovados pela Assembléia Legislativa e usados para repagar os US$ 650 milhões da dívida com o Eurobônus e investir em programas sociais patrocinados pelo governo.

As baixas reservas em vários países centro-americanos, combinados aos efeitos cada vez piores da crise econômica mundial na região, estão causando um declínio nas exportações e uma queda nas remessas de dinheiro. Como resultado, os governos e as instituições internacionais e crédito querem acelerar as negociações para a obtenção de fundos imediatos para a Guatemala e para El Salvador durante os próximos dois anos.

Enquanto isso, segundo a agência de notícias EFE, o FMI ofereceu ao governo guatemalteco um crédito de emergência no valor de US$ 950 milhões para que a Guatemala possa impulsionar as reservas internacionais e enfrentar uma possível evasão de divisas causada pela crise.

Alfred Schipke, representante do FMI na América Central, disse ao jornal Prensa Libre que, apesar de a Guatemala ainda não estar precisando, uma linha de crédito foi oferecida como precaução contra futuras contingências, o que justifica o caráter de emergência do acordo.

Esse programa faz parte de uma estratégia abrangente de prevenção que fortalecerá a liquidez do país diante de um ambiente global incerto, aumentando assim a confiança dos investidores e dos participantes do mercado, o porta-voz do FMI em Washington declarou à Reuters.

María Antonieta de Bonilla, presidente do Banco de Reservas da Guatemala, explicou à agência ANSA que as reservas do país atualmente ultrapassam os US$ 5 bilhões, de acordo com os números divulgados em 18 de março, e que a balança de pagamentos está favorável, ficando na casa dos US$ 280 milhões.

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