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2009-03-31

Vice-presidente dos EUA anuncia nova perspectiva para as relações nas Américas

Carlos Orías B

A visita do vice-presidente americano Joe Biden ao Chile para a 6ª Cúpula de Líderes Progressistas foi uma oportunidade para se trabalhar a perspectiva de uma nova relação entre os EUA e a América Latina, com base no diálogo e na busca por estraté

TAMANHO DO TEXTO
Reunião de abertura da 6ª Cúpula de Líderes Progressistas em 28 de março de 2009 em Viña del Mar, no Chile: (da esq. à dir.) Alicia Barcena, secretária executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe; Jens Stoltenberg, primeiro-ministro da Noruega; Cristina Fernandez de Kirchner, presidente da Argentina; Joe Biden, vice-presidente dos EUA, e Michelle Bachelet, presidente do Chile.

Reunião de abertura da 6ª Cúpula de Líderes Progressistas em 28 de março de 2009 em Viña del Mar, no Chile: (da esq. à dir.) Alicia Barcena, secretária executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe; Jens Stoltenberg, primeiro-ministro da Noruega; Cristina Fernandez de Kirchner, presidente da Argentina; Joe Biden, vice-presidente dos EUA, e Michelle Bachelet, presidente do Chile.

SANTIAGO, Chile ― Na sua primeira visita à América do Sul desde que ocupou a vice-presidência dos EUA em janeiro, Joe Biden anunciou que a relação dos Estados Unidos com a América Latina enfatizará a cooperação e a consideração para com os países das Américas.

De acordo com a agência de notícias EFE, ao lado de oito líderes europeus e sul-americanos durante sua participação na 6ª Cúpula de Líderes Progressistas, realizada na estância chilena de Viña del Mar, Biden aproveitou a oportunidade para conversar com os presidentes de Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

O discurso de Biden na cúpula recebeu cobertura intensa na mídia sul-americana. Em 30 de março, o jornal colombiano El Tiempo informou que Biden disse que acabou-se a era em que os Estados Unidos comandavam unilateralmente e não davam ouvido aos demais. Eu e o presidente Obama temos o compromisso de trabalhar lado a lado com nossos vizinhos de hemisfério.

O Clarín, da Argentina, publicou outros comentários feitos por Biden a respeito do mesmo tópico. Queremos conversar, queremos ter uma parceria. Esse é um recomeço para as relações com a América Latina. O artigo escrito pelo vice-presidente norte-americano, intitulado Um novo dia para a parceria nas Américas, foi publicado no jornal chileno El Mercurio um dia antes da cúpula.

Biden escreveu que essa nova relação precisa ser baseada na busca por soluções em comum para a crise financeira global, a luta contra a pobreza e as drogas, a construção de democracias fortes e a paralisação das mudanças climáticas.

O diálogo está se tornando um marco nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina. Além da visita de Biden ao Chile, a secretária de Estado americana Hillary Clinton visitou o México em 26 e março e o presidente Obama fará reuniões bilaterais com vários governantes da região ao visitar Trinidad e Tobago para a próxima Cúpula das Américas em 17 e 18 de abril.

Combinado ao diálogo e à reconciliação, o combate às drogas na América Latina é outra questão na qual o estilo diferente de Obama pode ser notado. O tráfico de drogas é um problema que todos compartilhamos e para o qual uma solução definitiva precisa ser pensada em conjunto, Biden disse durante a cúpula, segundo a AFP.

Entre os tópicos de discussão estavam a crise econômica e as soluções para os problemas ambientais. A declaração final que resultou da cúpula foi um pedido por uma nova economia que permitirá a prosperidade abrangente e compartilhada.

A AFP publicou ainda que os líderes também reivindicaram um controle interno melhor sobre os serviços financeiros, a rejeição ao protecionismo, uma conclusão bensucedida para o debate sobre o comércio na Rodada de Doha e as medidas coordenadas de estímulo à economia.

Entre os presentes à Cúpula de Líderes Progressistas estavam os primeiros-ministros da Espanha e da Noruega, respectivamente José Luis Rodriguez Zapatero e Jens Stoltenberg, além dos presidentes de Brasil, Uruguai e Argentina. A cúpula precedeu a reunião do G-20 de 2 de abril, em Londres, onde os líderes dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, entre eles o México, buscarão uma solução para a crise econômica e financeira global.

De acordo com a AFP, o movimento de governança progressiva criado por Bill Clinton e Tony Blair há dez anos tem como objetivo proporcionar um meio para uma ampla gama de idéias de centro e de centro-esquerda que servem de alternativa para o neoliberalismo.

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