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2009-04-08

Calderón quer controle do Congresso mexicano

Guillermo Ramírez

A três meses de eleições legislativas que ocorrerão na metade do seu mandato, o presidente mexicano Felipe Calderón pediu abertamente que o povo lhe conceda a maioria necessária para governar com liberdade até o fim do seu período na presidência.

TAMANHO DO TEXTO
Josefina Vázquez Mota, ministra da Educação do México, no dia 4 de abril de 2009, após renunciar para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido do presidente nas eleições parlamentares de meio de mandato.

Josefina Vázquez Mota, ministra da Educação do México, no dia 4 de abril de 2009, após renunciar para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido do presidente nas eleições parlamentares de meio de mandato.

CIDADE DO MÉXICO, México ― O presidente Felipe Calderón deu início à campanha para manter o controle da Câmara de Deputados nas eleições que ocorrerão em julho, na metade do seu mandato. Com esse objetivo em mente, ele aceitou a renúncia da ministra da Educação, Josefina Vázquez Mota, que concorrerá ao cargo de presidente do Congresso pelo governista Partido Ação Nacional (PAN).

O jornal Proceso noticiou que, em uma atitude inédita, Calderón afirmou que era crucial obter uma maioria na Câmara de Deputados e pediu abertamente que os mexicanos o apoiassem, dizendo que essa seria a decisão mais importante para eles em muitos anos. “O governo precisa do apoio do Congresso e eu, como presidente, preciso do apoio de legisladores como Josefina Vázquez Mota, que está total e generosamente comprometida com os interesses do país”, afirmou.

O governista PAN possui maioria no Congresso, mas, conforme pesquisas recentes, pode perder espaço para o oposicionista Partido Revolucionário Institucional (PRI) na eleição de 5 de julho.

A eleição de meio de mandato também é vista como um indicador da popularidade do presidente. Uma pesquisa publicada pelo Milênio previu que o centrista PRI poderá conquistar 40% dos votos e obter maioria simples na Câmara dos Deputados. Os conservadores do PAN poderiam ganhar 34% dos assentos e o Partido Revolucionário Democrático (PRD) ficaria com 19% dos votos.

A batalha pelo Congresso azedou as relações entre o PAN e o seu principal oponente, o PRI, levando a discussões e acusações entre os respectivos líderes partidários após uma série de propagandas partidárias que mencionaram tráfico de drogas, corrupção e crime organizado. Conforme a agência de notícias Notimex, o Instituto Federal Eleitoral (IFE) ordenou a retirada das peças publicitárias por considerá-las “degradantes”.

O IFE também determinou diversas punições contra vários partidos políticos por supostamente violarem as normas eleitorais sobre o conteúdo de propagandas políticas em rádio, televisão e jornais para as eleições de julho. O IFE proíbe ataques diretos contra partidos ou candidatos adversários, como ocorreu nas eleições de 2006.

O presidente Calderón está atualmente concentrado em minimizar os efeitos da crise financeira global sobre a economia mexicana, que deverá encolher 2,8% em 2009, além de lutar contra os cartéis de tráfico de drogas, que tiraram mais de 6,3 mil vidas em 2008.

As eleições legislativas de julho renovarão 500 assentos da Câmara e elegerão governadores para os Estados de Sonora, Nuevo León, San Luis Potosí, Colima, Querétaro e Campeche. Também haverá inúmeras eleições locais para prefeitos e vereadores.

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