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2009-04-10

Pesquisa aponta empate entre candidatos presidenciais no Chile

Fernando Sánchez

Conforme pesquisa do instituto Imaginacción Consultores, o empresário Sebastián Piñera, candidato da coligação Aliança pelo Chile, conquistaria 44,7% dos votos nas próximas eleições presidenciais. O senador e candidato governista Eduardo Frei fi

TAMANHO DO TEXTO
Eduardo Frei, ex-presidente e candidato pela coligação governista Concertación, obteve 44,3% das intenções de voto para as eleições presidenciais de dezembro de 2009 em recente pesquisa com eleitores chilenos.

Eduardo Frei, ex-presidente e candidato pela coligação governista Concertación, obteve 44,3% das intenções de voto para as eleições presidenciais de dezembro de 2009 em recente pesquisa com eleitores chilenos.

SANTIAGO, Chile ― A oito meses das eleições presidenciais do Chile, uma pesquisa do instituto Imaginacción Consultores mostra que, em caso de segundo turno, haveria empate técnico entre o ex-presidente e candidato pela coalizão governista Concertación, senador Eduardo Frei, e o seu rival de direita, o empresário Sebastián Piñera.

A pesquisa publicada pelo jornal La Nación foi feita por telefone com 1.008 entrevistados e concluiu que Piñera, do partido Aliança pelo Chile, conquistaria 44,7% dos votos em um possível segundo turno. Já Frei, que foi presidente de 1994 a 2004, obteria 44,3%. Conforme o jornal El Mercurio, os números mostram que o candidato da oposição perdeu 2,1 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, enquanto o ex-presidente Frei cresceu 1,3 ponto percentual.

De acordo com a AFP, o empresário Piñera, de 59 anos, é a opção mais provável para a direita tentar retornar ao poder. Já o engenheiro hidráulico Frei, de 66 anos, está buscando o quinto mandato consecutivo para a coalizão centro-esquerdista Concertación, que chegou ao poder em 1990 após o fim da ditadura de Augusto Pinochet.

A agência de notícias EFE noticiou que a pesquisa foi divulgada logo após Piñera anunciar que entregaria voluntariamente a administração dos seus investimentos multimilionários a um fundo cego para poder manter o foco exclusivamente na sua candidatura. Um possível conflito de interesses entre as finanças de Piñera e as suas atividades políticas vinha sendo alvo de críticas públicas.

Piñera, que tem grande participação na companhia aérea nacional LAN e uma fortuna que totaliza US$ 1,3 bilhão, alegou que estava cansado de esperar que o Congresso aprovasse uma lei para a colocação de investimentos em fundos cegos e decidira tomar uma decisão semelhante por conta própria.

Para ser honesto, eu estava ficando cansado de esperar (que a lei fosse aprovada) e, neste mês, vou transferir voluntariamente a administração dos meus investimentos em empresas de capital fechado para instituições financeiras chilenas supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários, explicou Piñera à EFE.

O portal Terra noticiou a decisão de Piñera no mesmo momento em que o Senado unanimemente aprovava leis sobre o funcionamento de fundos cegos, as quais poderiam forçar o candidato da oposição a vender algumas das suas propriedades.

O Senado também aprovou reformas constitucionais que afetam a transparência, a modernização do estado e os padrões políticos. Enquanto a coalizão Concertación questionou os ativos de Sebastián Piñera, o partido de direita Aliança pelo Chile acusou o governo de intervenção eleitoral.

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