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2009-06-19

Mês de maio tem 3,6 mil demissões por dia

María Maeda

O mês de maio chegou ao fim com a elevação do índice de desemprego pelo sétimo mês consecutivo no México. Os motivos foram os efeitos da crise econômica mundial e a emergência sanitária causada pela epidemia da gripe A (H1N1), que fizeram com qu

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Desempregados procuram recrutadores em uma feira de empregos em Monterrey. A recessão econômica provocou a perda de cerca de 3,6 mil empregos por dia no mês de maio.

Desempregados procuram recrutadores em uma feira de empregos em Monterrey. A recessão econômica provocou a perda de cerca de 3,6 mil empregos por dia no mês de maio.

CIDADE DO MÉXICO, México — O mês de maio chegou ao fim com a elevação do índice de desemprego pelo sétimo mês consecutivo no México. Os motivos foram os efeitos da crise econômica mundial e a emergência sanitária causada pela epidemia da gripe A (H1N1), que fizeram com que vários setores da economia, sobretudo o turismo, tivessem de reduzir consideravelmente a oferta de empregos.

Conforme o site Milenio, o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) informou no dia 15 de junho que 111.476 postos de trabalho foram perdidos no mês de maio, o que corresponde a 3.600 demissões por dia. Do total, 51.856 eram empregos permanentes e 59.620 eram trabalhos eventuais.

De acordo com o La Jornada, estatísticas de emprego formal apresentadas pelo IMSS indicam que 2,46 milhões de mexicanos perderam o emprego entre outubro de 2008 e 31 de maio de 2009.

Segundo o Milenio, apesar de a situação se estender por todo o país, cinco dos 32 estados foram afetados. Quintana Roo encabeça a lista com 21.583 empregos perdidos, seguido pelo Distrito Federal com 8.254, Coahuila com 6.954, Nuevo León com 5.117 e Veracruz com 5 mil.

Em abril, 84.500 pessoas ficaram desempregadas, o que aumentou a taxa de inatividade em 5,25% em relação a um ano antes. De acordo com o Milenio, muitas empresas dedicadas ao turismo e à prestação de serviços fecharam as portas entre abril e maio por causa do surto da gripe A (H1N1), provocando 110 mil demissões.

Conforme La Jornada, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) pediram que o governo do presidente Felipe Calderón e todos os outros da região “enfatizem a recolocação de trabalhadores demitidos e desenvolverem mecanismos para evitar demissões por meio de ações de capacitação e programas de empregos emergenciais”. As instituições também sugeriram a ampliação dos programas de proteção social, já que as políticas do mercado de trabalho não chegam a atingir toda a população.

“Infelizmente ainda não esperamos que sejam criados empregos nos meses de julho a setembro, mas o que podemos conseguir é talvez deter a queda, mas não com uma geração de novas vagas”, comentou ao jornal El Economista a gerente de Relações Públicas da empresa de recursos humanos Manpower México, Laura García, que estimou que 600 mil empregos serão perdidos até dezembro de 2009.

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1 Comentário

  1. 06/26/2009

    Essa crise é lastimavel

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