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2009-07-08

Crise coloca em risco os Objetivos do Milênio na América Latina

Fernando Sánchez

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, o impacto da recessão econômica atual poderia acabar com as tendências positivas observadas na América Latina e no Caribe, região que estava no caminho certo para a

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Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: \"Não podemos permitir que um clima econômico desfavorável nos impeça de cumprir com os compromissos assumidos em 2000\".

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: \"Não podemos permitir que um clima econômico desfavorável nos impeça de cumprir com os compromissos assumidos em 2000\".

AMÉRICA LATINA ― A crise econômica e financeira que afeta o mundo ameaça frear as conquistas obtidas até agora na América Latina e no Caribe no combate à pobreza e à fome, justo em um momento que, segundo relatório da Organização das Nações Unidas, a região estava no caminho certo para cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes do prazo de 2015.

Não podemos permitir que um clima econômico desfavorável nos impeça de cumprir com os compromissos assumidos em 2000, Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, disse ao apresentar o relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Conforme o Prensa Latina, essas são metas concretas que a comunidade internacional concordou em seguir entre 2000 e 2015 e que incluem diminuição da pobreza e mais acesso a educação, saúde e saneamento básico, entre outros objetivos.

No período de 1999 a 2005, o crescimento econômico da região permitiu que a pobreza extrema caísse de 11% para 8%, o que afeta a população que conta com menos de US$ 1,25 por dia para viver. Entretanto, o relatório da ONU advertiu que o impacto da atual recessão econômica pode acabar com as tendências positivas observadas na região.

Nesse sentido, o órgão internacional estima que, até o fim de 2009, a pobreza extrema na América Latina será maior do que a prevista antes da crise. O Prensa Latina destaca que, em nível mundial, a crise econômica internacional já afeta mais 90 milhões de pessoas em condição de extrema pobreza.

Quanto à luta contra a fome, o relatório da ONU aponta que o progresso conquistado entre 1990 e 2006, quando a proporção de pessoas com fome em todo o mundo caiu de 20% para 16%, foi perdido em 2008 em grande parte por causa do aumento no preço dos alimentos. O mais provável é que essa situação piore ainda mais devido aos altos custos dos alimentos, o relatório afirma, segundo a Reuters.

A EFE cita estatísticas recentes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que revelam que na verdade 53 milhões de pessoas passam fome na América Latina, o que representa um aumento de 13% em relação a 2008.

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