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2009-07-10

Lula e Calderón levam estratégia comum a L’Áquila

Omar Bonilla

Os presidentes do Brasil e do México, as duas maiores potências econômicas da América Latina, definiram uma estratégia comum para fortalecer a unidade regional durante a cúpula do G-8 na cidade italiana de L’Áquila.

TAMANHO DO TEXTO
Os líderes do G-5, grupo de países emergentes, participam da cúpula do G-8 em L’Áquila, na Itália, no dia 8 de julho de 2009: (da esq. para dir.) Manmohan Singh (primeiro-ministro da Índia), Luiz Inácio \"Lula\" da Silva (presidente do Brasil), Felipe Calderón (presidente do México), Jacob Zuma (presidente da África do Sul) e Dai Bingguo (conselheiro de Estado da China).

Os líderes do G-5, grupo de países emergentes, participam da cúpula do G-8 em L’Áquila, na Itália, no dia 8 de julho de 2009: (da esq. para dir.) Manmohan Singh (primeiro-ministro da Índia), Luiz Inácio \"Lula\" da Silva (presidente do Brasil), Felipe Calderón (presidente do México), Jacob Zuma (presidente da África do Sul) e Dai Bingguo (conselheiro de Estado da China).

AMÉRICA LATINA — Os presidentes do Brasil e do México, as duas maiores potências econômicas da América Latina, definiram uma estratégia comum para fortalecer a unidade regional. O anúncio foi feito durante a participação dos dois países na cúpula do Grupo dos Oito (G-8), realizada na cidade italiana de L’Áquila.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colega mexicano Felipe Calderón participam da reunião na Itália como parte do G-5, grupo de países emergentes que também atuam no G-8.

Conforme a EFE, Lula tomou a iniciativa em nome do G-5 de pedir que os países industrializados levassem os emergentes em conta na hora de criar estratégias para solucionar a crise global. O presidente brasileiro enfatizou que os países em desenvolvimento não podem ser deixados em segundo plano. “Queremos um diálogo com os países desenvolvidos, queremos ser parte da coletividade mundial”, afirmou Lula de acordo com o jornal El Universal.

México, Índia, China, África do Sul e Brasil são considerados países emergentes. Os cinco possuem grandes populações e vêm tendo crescimento econômico sustentado, mas também contam com enormes cinturões de pobreza.

Conforme a Reuters, o presidente mexicano Felipe Calderón, atual presidente do G-5, afirmou que uma das principais preocupações do bloco é “cumprir com as metas de redução da pobreza, para o que são necessárias reuniões de coordenação”.

Lula aproveitou a reunião para fazer uma crítica direta aos países desenvolvidos. “Estamos em uma profunda crise econômica, todos a sofremos, alguns mais que outros, mas estamos cientes de onde começou”, expressou.

Diversos analistas políticos latino-americanos afirmaram que tanto o Brasil quanto o México, por uma questão histórica e também por uma estratégia de posicionamento econômico, são convocados a exercer a liderança na reunião. Calderón e Lula concordam que o G-5 pode ser o ponto de partida para que a América Latina adote posições fixas sobre temas de interesse comum, como a atual situação de Honduras.

Os integrantes do G-5 terão a oportunidade de se reunirem com os representantes do G-8, que é formado por Estados Unidos, Alemanha, França, Grã Bretanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia. Em pauta estarão assuntos que refletem algumas das principais preocupações atuais em todo o mundo: os efeitos da crise financeira mundial, a mudança climática e a luta contra a pobreza.

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