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2009-07-28

Brasil e Paraguai assinam acordo histórico sobre Itaipu

Benjamín Acosta

Após meses de negociações intensas, Paraguai e Brasil fizeram um acordo político histórico sobre a hidrelétrica binacional de Itaipu, represa que dividem no rio Paraná. Segundo o acordo, o governo paraguaio será mais beneficiado economicamente.

TAMANHO DO TEXTO
Luiz Inácio \"Lula\" da Silva (esq.) e Fernando Lugo, presidentes do Brasil e do Paraguai, conversam após assinarem o acordo sobre a venda de energia excedente da represa hidrelétrica de Itaipu em Assunção no dia 25 de julho de 2009.

Luiz Inácio \"Lula\" da Silva (esq.) e Fernando Lugo, presidentes do Brasil e do Paraguai, conversam após assinarem o acordo sobre a venda de energia excedente da represa hidrelétrica de Itaipu em Assunção no dia 25 de julho de 2009.

ASSUNÇÃO, Paraguai ― Após meses de negociações intensas, Paraguai e Brasil fizeram um acordo político histórico sobre a hidrelétrica binacional de Itaipu, represa que dividem no rio Paraná. Segundo o acordo, o governo paraguaio será mais beneficiado economicamente.

O acordo anunciado em Assunção em 26 de julho pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente paraguaio Fernando Lugo inclui uma cláusula segundo a qual o Brasil pagará US$ 360 milhões anualmente ao Paraguai pela energia excedente cedida para o consumo brasileiro. Conforme o jornal ABC Color, a quantia representa o triplo dos US$ 120 milhões pagos atualmente.

Em dez meses, graças à vontade do governo e do presidente Lula, progredimos na reivindicação que fazemos há 30 anos, o presidente Lugo declarou, visivelmente emocionado, segundo AFP. Demos início a uma nova era nas relações entre Paraguai e Brasil. Entretanto, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos congressos de ambos os países.

É um passo importantíssimo, um acordo histórico, o presidente brasileiro disse ao La Nación. Com o acordo, o Brasil dá uma possibilidade ao Paraguai de vender sua energia excedente para o território brasileiro a preço de mercado a partir de 2010. Durante os 35 anos de vigência do acordo de Itaipu, o Paraguai era obrigado a vender sua parte da eletricidade, que o país não conseguia consumir, exclusivamente à estatal brasileira Eletrobrás a preço de custo.

O acordo também estabeleceu a possibilidade de que ambas as nações possam comercializar a energia de Itaipu em outros mercados a partir de 2023. O jornal O Globo apontou uma mudança considerável nas condições do tratado.

Itaipu é a maior represa do mundo em funcionamento e produz 14 mil megawatts de eletricidade. Brasil e Paraguai dividem a energia igualmente, mas a demanda paraguaia utiliza apenas 5% dessa energia e, segundo o acordo original, o excedente só poderia ser vendido à outra parte.

O jornal Última Hora informa que o novo acordo possui 31 cláusulas e também determina que ambos os governos se reunirão durante os próximos 60 dias para resolver questões técnicas. Lula também se comprometeu a financiar vários projetos milionários de infraestrutura para o desenvolvimento do Paraguai por meio de crédito junto ao sistema bancário brasileiro, além de construir duas pontes na fronteira entre ambos os países para aumentar o fluxo do comércio.

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5 comentários

  1. evandro 11/26/2012

    Brasil e Paraguai assinam acordo histórico sobre Itaipu Após meses de negociações intensas, Paraguai e Brasil fizeram um acordo político histórico sobre a hidrelétrica binacional de Itaipu, represa que dividem no rio Paraná. Segundo o acordo, o governo paraguaio será mais beneficiado economicamente. ASSUNÇÃO, Paraguai ― Após meses de negociações intensas, Paraguai e Brasil fizeram um acordo político histórico sobre a hidrelétrica binacional de Itaipu, represa que dividem no rio Paraná. Segundo o acordo, o governo paraguaio será mais beneficiado economicamente. O acordo anunciado em Assunção em 26 de julho pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente paraguaio Fernando Lugo inclui uma cláusula segundo a qual o Brasil pagará US$ 360 milhões anualmente ao Paraguai pela energia excedente cedida para o consumo brasileiro. Conforme o jornal ABC Color, a quantia representa o triplo dos US$ 120 milhões pagos atualmente. Em dez meses, graças à vontade do governo e do presidente Lula, progredimos na reivindicação que fazemos há 30 anos, o presidente Lugo declarou, visivelmente emocionado, segundo AFP. Demos início a uma nova era nas relações entre Paraguai e Brasil. Entretanto, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos congressos de ambos os países. É um passo importantíssimo, um acordo histórico, o presidente brasileiro disse ao La Nación. Com o acordo, o Brasil dá uma possibilidade ao Paraguai de vender sua energia excedente para o território brasileiro a preço de mercado a partir de 2010. Durante os 35 anos de vigência do acordo de Itaipu, o Paraguai era obrigado a vender sua parte da eletricidade, que o país não conseguia consumir, exclusivamente à estatal brasileira Eletrobrás a preço de custo. O acordo também estabeleceu a possibilidade de

  2. JESSICA 11/11/2011

    sEM COMENTARIOS...

  3. Isabelly 11/10/2011

    ODEIO ISSSO

  4. 08/14/2009

    Justi&ccedil;a foi feita. em qual pa&iacute;s se permite um atropelo semelhante &agrave; SOBERANIA de uma NA&Ccedil;&Atilde;O? Se no momento da ASSINATURA DE ITAIPU entre BRASIL e PARAGUAI eram os DITADORES que estavam no poder. n&atilde;o tem validade nenhuma e o PARAGUAI tem que PAGAR pela metade que usaram pelo pre&ccedil;o real e justo. &nbsp;<p>Benito Encina Ruiz Diaz<p>[email protected]

  5. 07/29/2009

    Sou contra esse acordo, o Brasil construiu essa represa com o nosso dinheiro, o Paraguai só entrou com a posição geográfica e ainda quer lucrar!<p>

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