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2009-07-29

Governo argentino tenta dialogar com o setor agropecuário

Winston F. Burges

Cerca de um mês depois de ter perdido as eleições legislativas, o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner convocou o setor agropecuário a dialogar e encontrar uma saída para o conflito que já se arrasta há mais de um ano e meio.

TAMANHO DO TEXTO
\"Estamos frustrados e muito desconfiados\", Eduardo Buzzi, líder da Federação Agrária Argentina, disse à agência EFE.

\"Estamos frustrados e muito desconfiados\", Eduardo Buzzi, líder da Federação Agrária Argentina, disse à agência EFE.

BUENOS AIRES, Argentina ― Cerca de um mês depois de ter perdido as eleições legislativas, o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner convocou o setor agropecuário a dialogar e encontrar uma saída para o conflito que já se arrasta há mais de um ano e meio.

Os produtores, representados pelas principais quatro entidades agropecuárias do país, aceitaram imediatamente a oferta para participar da reunião na Casa Rosada em 31 de julho, conforme publicou o jornal Clarín. O diálogo coincide com a exposição agropecuária na sede da Sociedade Rural em Buenos Aires, um evento tradicional cuja abertura será feita um dia depois da reunião.

O encontro será presidido pelo ministro do Interior, Aníbal Fernández, que anunciou à agência de notícias EFE que não haverá limites para a pauta de discussão. Não falamos com pré-concepções ou pautas prontas, o ministro garantiu. Quando convidamos alguém para dialogar, o fazemos de forma generosa e queremos nos sentar e falar de todos os problemas que precisam ser discutidos. A participação da presidente Kirchner na reunião não foi descartada.

Segundo a EFE, os diretores do setor fazem várias reivindicações que se concentram na condenação dos impostos sobre a exportação de grãos. O campo tentaria eliminar os impostos sobre trigo, milho e girassol e obter a redução da taxa de 35% a 25% aplicada à soja.

Conforme o jornal La Nación, os diretores também tentam aliviar o forte controle dos preços de laticínios e produtos bovinos, além de obter ajuda financeira para os setores afetados pela seca prolongada.

Depois da questão dos laticínios, do gado e das economias regionais, precisamos resolver a política de comercialização, Carlos Garetto, líder do grupo Coninagro, disse ao La Nación. Mudanças substanciais se fazem necessárias para vincular os preços internacionais com o mercado interno.

Entretanto, o ceticismo impera entre os dirigentes rurais.Estamos frustrados e muito desconfiados, Eduardo Buzzi, líder da Federação Agrária Argentina, disse à EFE. É tarde demais para eles quererem uma reconciliação (...) É tarde demais para que a questão seja maquilada. Não estamos abertos para uma tolerância indefinida, concluiu.

O tempo de análise e diagnóstico já passou e agora precisamos de fatos concretos, Garetto disse ao La Nación.

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