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2009-07-30

Chávez rompe relações diplomáticas com a Colômbia

Fernando Sánchez

O presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou o retorno do embaixador da Venezuela na Colômbia, Gustavo Márquez, e congelou as relações diplomáticas e comerciais com o governo colombiano depois de Bogotá denunciar, no dia 27 de julho, um suposto des

TAMANHO DO TEXTO
Gustavo Márquez, embaixador da Venezuela na Colômbia, foi convocado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez a voltar ao país.

Gustavo Márquez, embaixador da Venezuela na Colômbia, foi convocado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez a voltar ao país.

BOGOTÁ, Colômbia ― O presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou o retorno do embaixador da Venezuela na Colômbia, Gustavo Márquez, e congelou as relações diplomáticas e comerciais com o governo colombiano depois de Bogotá denunciar, no dia 27 de julho, um suposto desvio de armas venezuelanas para a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Segundo informações da DPA, Chávez chamou de “irresponsáveis” as acusações do presidente boliviano Álvaro Uribe que, em resposta, insistiu que o governo de Caracas precisa explicar como três lança-foguetes que a Suécia vendeu para a Venezuela em 1988 chegaram às mãos das FARC.

A tensão entre os dois países cresceu desde que o governo da Suécia confirmou as informações das autoridades colombianas, que em outubro de 2008 encontrou os lança-foguetes de fabricação sueca em um acampamento das FARC. Segundo o jornal El Tiempo, o governo sueco também pediu explicações à Venezuela.

“Se fomos atacados novamente [por Bogotá], romperemos totalmente as relações econômicas”, Chávez respondeu, ameaçando expropriar as empresas colombianas em seu país.

O governo de Uribe afirmou que, em reunião realizada no mês de junho em San Pedro Sula, Honduras, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, entregou ao ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, um documento que evidencia a posse desses lança-foguetes pelas FARC”, noticiou o El Universal. Apesar disso, Bermúdez disse que “a Venezuela não respondeu”. O embaixador venezuelano negou que seu governo tenha recebido esse documento.

Para esfriar os ânimos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Brasil deram declarações pedindo calma. O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, afirmou que está disposto a mediar a tensão entre os vizinhos. “Estamos dispostos a prestar nossos serviços, se for solicitado”, disse Insulza, segundo a BBC Mundo. Da mesma forma, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou à EFE que o Brasil está disposto a trabalhar a fim de “restaurar” a confiança entre Caracas e Bogotá.

A BBC Mundo lembra que a última crise diplomática entre a Venezuela e a Colômbia ocorreu em março de 2008. Na ocasião, Chávez rompeu relações quando a Força Aérea colombiana bombardeou um acampamento das FARC em território equatoriano e apresentou dados supostamente extraídos de computadores do falecido “Raúl Reyes”, o “número 2” da guerrilha, evidenciando supostos vínculos entre a Venezuela e o grupo armado.

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5 comentários

  1. 08/07/2009

    Esse é um assunto e uma decisão muito delicada!! Acredito que o governo da Colômbia tem que levar em consideração que essa é uma decisão soberana, mas também deve ter em mente que os EUA estão interessados no petróleo e na Amazôia venezuelana. Como venezuelana eu tenho medo disso terminar em guerra!!! E ao ver a Venezuela envolvida os países da ALBA também vão se envolver.

  2. 08/06/2009

    Muitos colombianos na Colômbia e no exterior apoiaram e incentivaram o comandante Chávez quando iniciou suas supostas reformas sociais que iam melhorar a vida dos venezuelanos há 10 anos. A experiêcia nos mostra que se nesse período não foi visto nenhum resultado, então o projeto fracassou. A mudança que vimos foi a de um líder imprevisível, esbanjador, jovial, imprudente, confuso com a interpretação da história comum bolivariana, inexperiente em relações internacionais, mal assessorado no seu círculo de assessores, especialista em guerras assimétricas sem mesmo saber estou convencido disso. Hugo é um indivíduo especial, ele realmente faz as pessoas acreditarem apesar das circunstâcias difíceis, veja só a sua atuação em Santo Domingo e da mesma maneira consegue surpreender com sua irracionalidade e imprevisibilidade ou magnanimidade. Desejamos tudo de bom aos nossos irmãos venezuelanos e esperamos que deem continuidade ao nosso projeto social na Colômbia sem intervenções ignorantes.

  3. 08/05/2009

    sou leitor desse tipo de comentário e gosto muito são muito bons, mas sempre existe um que não é completamente verdade e sempre colocando a culpa no Chávez. Vocês se esquecem de que estão falando do presidente de todos os venezuelanos e apesar de a gente não gostar ele merece respeito pela sua posição. E como venezuelanos que somos temos que defender nossa pátria e essa é a missão que confiamos ao presidente por meio do voto e se ele não dissesse nada também colocaríamos a culpa nele por ser tolerante. essa não é a melhor maneira de fazer oposição.

  4. 08/02/2009

    Acho que a Colômbia, como qualquer outro país, deve se manter firme frente às graves ameaças terroristas em especial das FARC. O mais importante é não permitir que Chavez seja protagonista. Chavez tem de resolver seus problemas internos, que não são poucos, o que é claro que será difícil para este golpista, censurador e repressor, que só acredita na sua própria personalidade e no seu conto de fadas americanista.

  5. 08/02/2009

    parece que o Sr. Chavez está envolvido demais com a guerrilha das FARC e não consegue se justificar rompendo relações com a Colômbia.

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