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2009-08-27

Colômbia protesta junto à OEA

Fernando Sánchez

Não vamos tolerar insultos contra os colombianos, o embaixador da Colômbia na OEA, Luis Alfonso Hoyos, disse em resposta às críticas de Hugo Chávez ao acordo de cooperação militar entre os governos em Bogotá e Washington.

TAMANHO DO TEXTO
Luis Alfonso Hoyos, embaixador da Colômbia na OEA, declarou que seu país não vai tolerar insultos do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Luis Alfonso Hoyos, embaixador da Colômbia na OEA, declarou que seu país não vai tolerar insultos do presidente venezuelano Hugo Chávez.

BOGOTÁ, Colômbia — Luis Alfonso Hoyos, embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), reclamou formalmente da política intervencionista do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e contra as interferências do venezuelano em assuntos internos colombianos. A declaração do governo em Bogotá foi feita após Chávez ameaçar difundir sua filosofia política na Colômbia por todas as vias necessárias.

O governo nacional repudia as ações do projeto expansionista do presidente Chávez na Colômbia,Hoyos afirmou à AFP. Não é possível tolerar que os colombianos de bem sejam insultados, completou.

O diplomata se referia a declarações feitas por Chávez no seu programa Alô Presidente de 23 de agosto, quando o líder venezuelano criticou o presidente colombiano Álvaro Uribe por permitir que as forças norte-americanas atuassem na Colômbia. De acordo com a EFE, Chávez também afirmou que ordenou uma investigação de todas as empresas colombianas na Venezuela para evitar que lavassem dinheiro proveniente do narcotráfico. Hoyos descreveu os comentários de Chávez como um insulto, grosseiro e uma interferência na política interna da Colômbia.

O protesto colombiano vem às vésperas da cúpula presidencial extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) na Argentina, quando será discutido o acordo de defesa assinado entre Colômbia e Estados Unidos e criticado por Venezuela, Bolívia e Equador.

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, explicou ao jornal El Mercurio que o acordo que autoriza o uso de sete bases militares colombianas por tropas americanas tem como objetivo resolver os problemas de segurança interna do país. Trata-se de um acordo de cooperação para derrotar o narcotráfico e o terrorismo, assegurou Bermúdez, enfatizando que as bases continuarão sendo colombianas. Nem um centímetro da Colômbia será ocupado por uma base norte-americana, assegurou.

No início de agosto, Uribe fez rápidas visitas a sete países sul-americanos para explicar aos respectivos presidentes o conteúdo do iminente acordo com os EUA, o qual, segundo a Reuters, busca reforçar de maneira conjunta a luta contra a guerrilha e o narcotráfico sem afetar a segurança regional. Uribe conseguiu o apoio de Chile, Paraguai e Peru.

As explicações que o presidente colombiano deu sobre os alcances, os objetivos e a operação do acordo de cooperação com os Estados Unidos resolveram muitas dúvidas, o que se viu refletido na falta de consenso para condenar esse acordo, ressaltou à EFE o diretor da Fundação Segurança e Democracia, Alfredo Rangel, referindo-se à cúpula da Unasul em Quito.

Segundo El País, desde 2007, quando Uribe recusou a oferta de Chávez para mediar conversações com as FARC, os conflitos diplomáticos entre os dois países se tornaram mais frequentes e sérios, até culminarem na decisão do presidente Chávez de congelar as relações com a Colômbia.

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1 Comentário

  1. 08/28/2009

    Ótima matéria gostaria de receber mais matérias de vocês

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