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2009-08-27

Feira Centro-americana do Livro resiste à crise

María Maeda

A 13ª Feira Internacional do Livro da América Central (Filcen) conseguiu reunir 500 editoras, provando que, apesar da crise econômica, o setor editorial se mantém ativo. O evento cultural, cujo objetivo é impulsionar a literatura centro-americana, va

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Osvaldo Ferrari, escritor argentino, é um dos destaque da feira e falará sobre a relevância da América Central na origem do modernismo literário.

Osvaldo Ferrari, escritor argentino, é um dos destaque da feira e falará sobre a relevância da América Central na origem do modernismo literário.

SAN SALVADOR, El Salvador ― A 13ª Feira Internacional do Livro da América Central (Filcen) conseguiu reunir 500 editoras, segundo informações da Câmara Salvadorenha do Livro, provando que, apesar da crise econômica, o setor editorial se mantém ativo. O evento cultural, cujo objetivo é impulsionar a literatura centro-americana, vai até 6 de setembro na capital de El Salvador.

A crise surtiu impacto no setor e nunca tínhamos enfrentado tantos obstáculos e problemas para montar uma feira, Ana Dolores Molina, presidenta da Câmara do Livro, confessou à agência EFE. É claro que a crise afetou o evento, mas nossa vontade de fomentar a cultura é mais forte do que isso.

De acordo com o jornal El Nacional, Molina disse também que o mais importante para as editoras participantes não é simplesmente vender livros, mas promover a leitura pela imersão no ambiente cultural.

Entre as atrações mais importantes da feira este ano está a presença do escritor argentino Osvaldo Ferrari e do colombiano José Zuleta. Ferrari, que escreveu o livro Borges em diálogo ao lado do seu ilustre compatriota Jorge Luis Borges, falará sobre a relevância da América Central na origem do modernismo literário. Zuleta, por sua vez, participará do debate Poesia em tempos prosaicos, informou o jornal La Prensa Gráfica.

A guatemalteca Carolina Escobar Sarti, o hondurenho Felipe Rivera, o nicaraguense Erick Aguirre e o costarriquenho Minor Arias são alguns dos escritores que apresentarão suas novas obras nesta edição da Filcen.

A EFE destaca que o evento também conta com o espaço Linha do tempo da literatura centro-americana, criado pelo poeta Roberto Laínez e que proporciona aos amantes da leitura uma recapitulação da história literária da região. Laínez descreveu seu projeto como uma cronologia da literatura regional com as datas marcantes na vida dos escritores centro-americanos.

Outra atração da feira é a exposição da tela Lienzo de Quauhquechollan, que é o primeiro mapa da Guatemala que se conhece.

De acordo com Molina, a Filcen deste ano reúne cerca de 60 expositores e 500 editoras. Ela disse que a expectativa é de que 58 mil pessoas visitem o evento, conforme publicou o La Prensa Gráfica. A feira editorial regional teve sua primeira edição em 1997, no Pavilhão Centro-Americano Internacional de Feiras e Convenções (Cifco).

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