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2009-09-11

PIB per capita latino-americano cresce lentamente

Winston F. Burges

Alternando-se entre tempestade e calmaria desde 1994, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita na América Latina aumentou somente US$ 1.000, conforme aponta um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

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Mãe e filho da tribo Achacachi, ao norte de La Paz, vivem em extrema pobreza. A CEPAL anunciou que o PIB per capita da Bolívia só cresceu US$ 17 anualmente desde 1994.

Mãe e filho da tribo Achacachi, ao norte de La Paz, vivem em extrema pobreza. A CEPAL anunciou que o PIB per capita da Bolívia só cresceu US$ 17 anualmente desde 1994.

AMÉRICA LATINA ― Alternando-se entre tempestade e calmaria desde 1994, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita na América Latina aumentou somente US$ 1.000, conforme aponta um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A organização internacional pertence às Nações Unidas e destacou que o Haiti é o caso mais grave da região, onde o PIB por habitante aumentou apenas US$ 8 em 15 anos, chegando a US$ 391 em 2009 de acordo com a agência EFE. A lista continuou com Bolívia, Nicarágua e Paraguai, países onde o índice não sofreu grandes mudanças e só subiu US$ 250 com uma média de US$ 17 por ano.

Já as grandes economias de Brasil e México registraram aumentos de US$ 800 e US$ 1.600, respectivamente. A DPA informa que Argentina, Chile, Cuba, Panamá e Uruguai foram as nações que registraram os maiores aumentos em 15 anos, oscilando entre US$ 2.000 e US$ 2.500. Todos os números foram medidos de acordo com os preços de 2000.

Durante os últimos 15 anos, o maior crescimento no índice ocorreu em 2004, quando as matérias-primas exportadas pela região registraram preços altos e alcançaram um aumento de quase 5%. Por outro lado, 2002 trouxe uma forte contração regional do PIB, que caiu 2%. De 2003 em diante, apesar de ter algumas variações anuais, a taxa mostra uma tendência positiva, conforme explica o Caderno Estatístico N° 37 da CEPAL.

A crise financeira global afetou também o crescimento regional. A Comissão revelou que as economias da América vão se contrair 1,7% em 2009 na comparação de ano a ano. Os fluxos do comércio internacional caem profundamente, os termos de intercâmbio se deterioram e as remessas diminuem, elementos esses que impulsionaram o crescimento regional nos últimos anos, do Cepal revelou no relatório publicado pela EFE.

O órgão, com sede no Chile, sublinhou que a epidemia da gripe A também contribuiu para a contração das economias. A propagação do vírus da influenza humana afeta a atividade econômica de alguns países, especialmente o setor do turismo, que já sofreu com a diminuição no fluxo de visitantes provenientes de países desenvolvidos, o portal www.eclac.org conclui.

Segundo os dados da CEPAL, de um total de 557 milhões de habitantes, 180 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe vivem na pobreza.

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