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2009-09-24

Líderes latinos impõem pauta variada na ONU

Fernando Sánchez

Mais de 120 líderes mundiais chegaram em 23 de setembro a Nova Iorque para participar da 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Os representantes da América Latina sugeriram que a administração da crise econômica global, a reforma do sistema fina

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Os líderes latino-americanos impuseram sua voz diante da ONU durante a 64ª Assembleia Geral realizada a partir de 23 de setembro de 2009 em Nova Iorque.

Os líderes latino-americanos impuseram sua voz diante da ONU durante a 64ª Assembleia Geral realizada a partir de 23 de setembro de 2009 em Nova Iorque.

24 de setembro

NAÇÕES UNIDAS ― Mais de 120 líderes mundiais chegaram em 23 de setembro a Nova Iorque para participar da 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Os representantes da América Latina sugeriram que a administração da crise econômica global, a reforma do sistema financeiro e a crise política em Honduras fossem incluídas na pauta de discussão.

Citando fontes governamentais, a agência Télam destacou que a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner defendeu o caminho rumo ao multilateralismo como a única solução para os problemas internacionais. Ela também condenou o terrorismo e o golpe cívico-midiático em Honduras. Além disso, a presidente Kirchner renovou sua reivindicação a respeito da soberania do seu país sobre as Ilhas Malvinas.

No entanto, segundo a AFP, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva propôs a reorganização da ordem econômica mundial, reformando a própria ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Lula também reiterou sua reivindicação sobre a necessidade de se ampliar o Conselho de Segurança a fim de incorporar o Brasil como membro permanente.

Durante seu discurso, o presidente convocou os países em desenvolvimento a aumentar sua quota de comando nas instituições multilaterais a fim de adequá-las à realidade mundial. Lula também exigiu que seja feito um esforço global para reverter as mudanças climáticas.

A respeito da crise em Honduras, renovada com a volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao país, a Reuters informou que o Brasil solicita a reunião extraordinária do Conselho de Segurança para lidar com o assunto.

Já a presidente chilena Michelle Bachelet refletiu em seu discurso diante da Assembleia Geral sobre as lições que devemos aprender com a crise econômica para evitar que o colapso financeiro se alie aos conflitos sociais, conforme indicou a agência EFE. É necessário fortalecer os regulamentos para evitar que se repitam os abusos no sistema financeiro, a líder chilena disse segundo a Radio Cooperativa.

De acordo com o jornal El Economista, o presidente mexicano Felipe Calderón pediu por sua vez que o Conselho de Segurança progrida na transparência do processo de verificação do desarmamento das potências nucleares.

A Infolatam indicou que México, Chile e Brasil co-presidiram três das oito mesas redondas às quais os líderes presentes se sentaram para realizar o debate. Na Assembleia Geral da ONU, onde se encontraram pela primeira vez Barack Obama e Muammar Gaddafi, respectivamente líderes dos Estados Unidos e da Líbia, foram abordados temas como mudanças climáticas, proliferação nuclear, paz mundial e pobreza.

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