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2009-11-16

Mulheres policiais se unem contra a discriminação

TAMANHO DO TEXTO
Mulheres policiais encontram-se na Praça Maior de Lima no dia 5 de novembro de 2009, enquanto representantes femininas das forças policiais de 12 países latino-americanos se reúnem na Bolívia contra a discriminação e desigualdade sexual.

Mulheres policiais encontram-se na Praça Maior de Lima no dia 5 de novembro de 2009, enquanto representantes femininas das forças policiais de 12 países latino-americanos se reúnem na Bolívia contra a discriminação e desigualdade sexual.

16 de novembro

LA PAZ, Bolívia — Representando 12 países do continente, cerca de 120 mulheres policiais se reuniram na primeira semana de novembro em La Paz para analisar o respeito à igualdade de gênero e aos direitos humanos nas instituições policiais da América.

Oficiais de Argentina, Chile, Peru, Equador, Cuba, Paraguai, Nicarágua, Panamá, Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e Bolívia pediram igualdade e as mesmas oportunidades oferecidas aos seus colegas homens no serviço policial prestado às suas comunidades de origem.

Segundo El Diario, a Declaração de La Paz, lida por uma oficial de polícia nicaraguense, promove a revisão do marco normativo das polícias do continente para que a igualdade de gênero aborde desde o uso de "linguagem não sexista", até a "visualização" da presença das mulheres como parte das instituições policiais.

As representantes também pediram sensibilidade para os altos comandos acabarem com a ideia de que ser mulher pode ser um obstáculo para o desenvolvimento da carreira profissional ou "uma causa para a exclusão na distribuição de responsabilidades, funções e direitos".

A tenente-coronel boliviana Rosa Lema, uma das organizadoras do evento, explicou a Los Tiempos que a declaração também solicita que as infraestruturas policiais sejam adequadas às necessidades de ambos os sexos, que seja promovida a proteção, a investigação e o seguimento de casos de violação dos direitos das agentes e que sejam revisados "os conteúdos do material de estudo das instituições policiais" para que "sejam incluídos assuntos de direitos humanos, gênero e violência sexual".

Este último aspecto é considerado vital para as policiais bolivianas. Conforme um relatório publicado por La Prensa em agosto, as oficiais se sentem relegadas a trabalhos de escritório ou de cozinha nos quartéis. A denúncia gerou uma investigação da Câmara de Deputados do país, que no período de um ano recebeu 75 denúncias de mulheres oficiais sobre casos de abuso sexual, violência e discriminação dentro da instituição policial.

Dos 26.000 policiais bolivianos, somente 3.000 são mulheres. As cifras refletem a problemática que percorre a região. Por esse motivo, a reunião do continente americano teve como sede a Bolívia, uma das nações onde são mais visíveis as condições diferentes pelas quais passam as mulheres policiais. O encontro será repetido em 2010 para dar continuidade às propostas da primeira edição.

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1 Comentário

  1. mariasol 11/11/2010

    Mulheres podem fazer mais do que os homens e como eles estão com medo que nós vamos mostrar tudo que sabemos, eles estão com medo de serem ofuscados, é por isso que não deixaram a gente fazer a maioria das coisas, pelo contrário graças a Eva nós podemos mostrar nosso valor e de que somos capazes. Portanto, obrigada Eva, nós mulheres não acabamos como um incômodo mas os homens se tornaram sexistas, insensíveis e bestiais. Não temos que prestar atenção a esses comentários que são tão tolos, em vez disso devemos mostrar que podemos, que sabemos como; é por isso que não nos INTIMIDAMOS, SIM VAMOS MOSTRAR QUE PODEMOS QUE SABEMOS COMO QUE SOMOS MAIS UM QUE SOMOS ÚNIACAS PORQUE SEM NÓS ELES NÃO PODEM PROSSEGUIR... eu não quero dizer que os homens devem ser deixados para trás porque sem os homens não podemos nos sentir bem. Sem um homem, nós mulheres não somos nada, mas há uma grande diferença é que somos todos IGUAIS e nada vai mudar

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