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2009-11-27

Paraguai se envolve em polêmica após aterrissagem de aeronave militar da Venezuela

TAMANHO DO TEXTO
Moradores do norte da Bolívia cercam o Hércules C-130, da Força Aérea da Venezuela, respondendo a um chamado do governador estadual de impedir a aterrissagem de aeronaves venezuelanas nos aeroportos da região. O avião havia pousado minutos antes em Riberalta, no estado de Beni, em 6 de dezembro de 2007.

Moradores do norte da Bolívia cercam o Hércules C-130, da Força Aérea da Venezuela, respondendo a um chamado do governador estadual de impedir a aterrissagem de aeronaves venezuelanas nos aeroportos da região. O avião havia pousado minutos antes em Riberalta, no estado de Beni, em 6 de dezembro de 2007.

27 de novembro

ASSUNÇÃO, Paraguai ? O Paraguai se envolveu em uma grande polêmica quando o avião de carga Hércules C-130, cujo registro é da Venezuela, aterrissou no aeroporto Julio Pettirossi, na capital paraguaia.

As autoridades paraguaias entraram em contradição em relação aos detalhes do incidente, levantando a suspeita da população e dos setores de oposição ao presidente Fernando Lugo.

Ceferino Farías, chefe da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), confirmou ao jornal La Nación que a aeronave permaneceu por várias horas no Paraguai para recarregar combustível e passar por uma revisão técnica. O avião vinha de Buenos Aires e se dirigia ao aeroporto de Maiqueitía, em Caracas.

A agência EFE informa que o governo do presidente Lugo pediu que as Forças Armadas esclarecessem quantas pessoas chegaram na aeronave e quantas deixaram o país no dia 10 de novembro. O vice-presidente Federico Franco evitou dar uma versão oficial e garantiu que "solicitaria mais informações sobre a operação" para informar a população.

O ministro paraguaio das Relações Exteriores, Héctor Lacognata, assegurou que oito pessoas estavam no avião, mas as Forças Aéreas do Paraguai mencionaram a existência de 12 tripulantes e que a aeronave aterrissou duas vezes (ida e volta) nos dias 6 e 10 de novembro. O caso se complicou ainda mais quando o diretor de Imigração, Julio Benítez, disse que 14 venezuelanos haviam chegado no avião.

Franco entregou a Lugo os documentos redigidos por repartições governamentais diferentes e, segundo o jornal ABC Color, pediu que o presidente desse início a uma investigação. O ministro da Defesa, Luis Bareiro Spaini, deu o caso por encerrado em 23 de novembro e rejeitou o pedido de investigação do vice-presidente.

O ABC Color informa que, de acordo com a conclusão oficial, o avião chegou com 14 pessoas e deixou o país com apenas 12. As duas pessoas que ficaram no país não passaram pela imigração e foram identificadas como Rafael Polo e José Gélvez. Tanto Spaini como Lugo reiteraram que o incidente não precisava ser investigado.

Essa não é a primeira vez que um avião militar da Venezuela causa polêmica na região. O jornal La Razón lembra que em 7 de dezembro de 2007 os moradores de Riberalta, ao norte da Bolívia, expulsaram uma dessas aeronaves do país com pedradas e bombinhas enquanto enchia o tanque na pista do aeroporto local.

O avião fez uma decolagem de emergência e aterrissou em Rio Branco, no Acre, para carregar o combustível necessário e voltar para a Venezuela. Na ocasião, estavam a bordo 24 pilotos e técnicos venezuelanos que haviam trabalhado na construção de diques em território boliviano.

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