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2009-11-30

Lobo ganha eleições em Honduras e anuncia governo de unidade nacional

TAMANHO DO TEXTO
Mesário que trabalhou nas eleições conta votos em um posto de Tegucigalpa em 29 de novembro de 2009.

Mesário que trabalhou nas eleições conta votos em um posto de Tegucigalpa em 29 de novembro de 2009.

30 de novembro

TEGUCIGALPA, Honduras — Com participação de 61,89% dos eleitores, segundo estimativa do Tribunal Superior Eleitoral de Honduras, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, de oposição, foi eleito sucessor do presidente deposto, Manuel Zelaya. Lobo obteve quase 56% dos votos nas eleições gerais de 29 de novembro.

Com os resultados parciais apurados em 56,7% das zonas eleitorais, Lobo se impunha sobre o adversário Elvin Santos, do Partido Liberal, que obteve 38% dos votos e admitiu a derrota. Segundo a agência ANSA, depois de triunfar nas urnas, Lobo anunciou que formará um governo de unidade nacional "humanista-cristã" e disse que muitos países já haviam reconhecido sua vitória.

Lobo afirmou que, ao tomar posse no dia 27 de janeiro de 2010, dará início ao "governo da unidade nacional". De acordo com o portal Infolatam, o presidente eleito de Honduras também adiantou que convocará o diálogo para a elaboração de um "plano nacional" e, em uma alusão a Zelaya, disse que não descartará a contribuição de ninguém.

Conforme a BBC Mundo, não está excluída a possibilidade de Lobo, uma vez na presidência, decretar anistia para todos os envolvidos no golpe de Estado de 28 de junho e suspender as ações judiciais pendentes do presidente deposto.

O futuro presidente hondurenho afirmou que Estados Unidos, Alemanha, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Japão, Itália, Suíça, Indonésia e França já afirmaram que "vão aceitar o nosso processo". Porém, a AFP informa que Argentina, Brasil, Venezuela, Nicarágua, Guatemala e Uruguai não reconheceram as eleições realizadas pelo governo de facto de Roberto Micheletti, que disse que entregará o poder a Lobo "sem nenhuma condição".

O governo do presidente norte-americano Barack Obama considerou as eleições "um passo à frente" para a solução da crise política em Honduras. De acordo com a agência EFE, Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que os EUA elogiaram os hondurenhos "pelo exercício pacífico do direito democrático de eleger seus governantes".

Por outro lado, o presidente venezuelano Hugo Chávez classificou as eleições de "farsa", da mesma forma que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que denunciou que o governo de facto "inflou os resultados", conforme informou a AFP.

O jornal El Mundo noticiou que a crise hondurenha constará da declaração final da 19ª Cúpula Ibero-Americana de Portugal.

No dia 2 de dezembro próximo, o Congresso de Honduras discutirá a restituição de Zelaya ao poder até a posse de seu sucessor eleito e a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá no dia 4 para analisar a situação.

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