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2012-04-18

Brasil estimula turismo sustentável

Por Cristine Pires para Infosurhoy.com – 18/04/2012

Campanha Passaporte Verde chega às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 em junho com dicas para que os turistas aproveitem a viagem enquanto ajudam a preservar o meio ambiente.

TAMANHO DO TEXTO
Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, é a cidade-piloto da campanha Passaporte Verde, que chegará às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 em junho. (Cortesia de Luciana Matos)

Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, é a cidade-piloto da campanha Passaporte Verde, que chegará às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 em junho. (Cortesia de Luciana Matos)

PORTO ALEGRE, Brasil – Em breve, quem visitar o Brasil vai levar mais do que lembranças na bagagem.

Os turistas vão voltar para casa com informações valiosas sobre consumo consciente e a importância de cada um na preservação da natureza.

Isso é o que pretendem os Ministérios do Meio Ambiente e Turismo, que lançam em junho a campanha Passaporte Verde nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 – Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

“O lema da campanha ‘Passaporte Verde, Turismo Sustentável por um Planeta Vivo’ é um apelo para o exercício da cidadania ambiental”, diz Allan Milhomens, gerente de Projetos do Ministério do Meio Ambiente e coordenador da campanha Passaporte Verde no país. “É uma forma de estimular o turista a reconhecer seu papel como um agente que pode contribuir para a conservação do meio ambiente.”

A campanha, que vai mostrar aos visitantes formas de aproveitar a viagem sem se descuidar do meio ambiente, já está em prática desde 2010 em Paraty, cidade histórica do litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

Paraty foi escolhida como destino-piloto da campanha devido ao rico patrimônio histórico, cultural e natural e pelos valores socioculturais de comunidades locais.

“Também levamos em conta que Paraty tem vocação para a prática de vários tipos de turismo, como o ecológico, rural e cultural”, diz Milhomens.

As orientações chegam aos turistas através de agentes de viagens, postos de informações turísticas, guias educativos e do site www.passaporteverde.gov.br.

As dicas vão além de pequenos atos, como jogar lixo no local apropriado.

A campanha incentiva os turistas a contribuirem com o desenvolvimento econômico e social dos destinos visitados, interagindo com as comunidades locais e aprendendo sobre suas culturas.

Eles também aprendem, por exemplo, que a escolha do meio de transporte tem um impacto direto na quantidade de gás carbônico liberado. A dica é escolher um meio de locomoção eficiente e menos poluente.

Outra boa sugestão é priorizar restaurantes adeptos da “gastronomia sustentável”, ou seja, que utilizam produtos orgânicos de produtores rurais e pescadores artesanais locais e não vendem pratos com peixes ou camarões na época do defeso.

Restaurantes usam produtos locais

O projeto Gastronomia Sustentável está entre as iniciativas que Paraty já colocou em prática.

Sete restaurantes da cidade ganharam o selo do projeto porque usam produtos orgânicos e produzidos nas redondezas da cidade.

“O turista também tem acesso a uma alimentação mais saudável com essas medidas”, diz Amaury Barbosa, secretário municipal de Cultura de Paraty, lembrando que o alimento local não precisa viajar de uma cidade para outra, portanto, leva pouco ou nenhum conservante.

Paraty recebe cerca de 600.000 turistas por ano, segundo estimativas da Secretaria Municipal de Cultura. Mas as mudanças de hábito também têm atingido diretamente a população de cerca de 35.000 habitantes.

Iniciativas mudaram a rotina

Paraty começou a se preparar para receber a campanha em 2008, com oficinas e aulas sobre educação ambiental nas escolas.

Hoje, toda comunidade incorporou novas rotinas, como o projeto de coleta do óleo de cozinha.

Cada litro de óleo jogado no ralo da pia contamina 1 milhão de litros de água. O estrago também é grande se o resíduo é despejado no solo. Neste caso, há contaminação dos lençóis freáticos, os depósitos de água subterrâneos.

Em Paraty, os moradores descartam o óleo de cozinha em garrafas plásticas e as entregam nos postos de coleta.

“Apesar do intenso processo de mobilização, temos dificuldades”, diz Milhomens. “A campanha implica mudanças de atitude e a revisão de práticas tradicionais que não levam em conta questões socioambientais.”

O Ministério do Meio Ambiente aponta o problema do lixo entre os pontos que ainda precisam melhorar.

“Paraty ainda não tem um aterro sanitário”, conta Milhomens. “Na mesma linha, o saneamento básico precisa de solução a curto prazo.”

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1 Comentário

  1. Sandy 05/15/2012

    Os brasileiros são brilhantes. No ano passado eu estive em Parati, no Misti Chill (www.mistichill.com) e as pessoas que trabalham ali, as pessoas que saíam às ruas, a comunidade em geral, o governo, todos fazem coisas para manter o meio ambiente como deve ser. Saudações a todas as pessoas que conheci lá e a vocês por compartilhar essas notícias com os demais, obrigado

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