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2010-03-26

Espanha acredita que Venezuela pode mais na luta contra ETA

Por Emilio López Romero para Infosurhoy.com – 26/03/2010

Membros do ETA devem ser impedidos de viajar da Venezuela para Europa

TAMANHO DO TEXTO
O Ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que a Venezuela "pode fazer muito mais" na luta contra o ETA. (Georges Gobet/AFP/Getty Images)

O Ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que a Venezuela "pode fazer muito mais" na luta contra o ETA. (Georges Gobet/AFP/Getty Images)

MADRID, Espanha – Mais de duas décadas depois que o governo espanhol baniu a organização terrorista Euskadi Ta Askatasuna (ETA) da Venezuela, após negociações de paz terem fracassado em 1989, os líderes espanhóis continuam não quererendo os membros do grupo de volta.

No dia 29 de maio daquele ano, 11 terroristas do ETA voaram a Caracas num avião militar espanhol após um acordo entre o então primeiro ministro espanhol, Felipe González, e o seu amigo, na ocasião o presidente da Venezuela, Carlos Andrés Pérez.

José Arturo Cubillas, acusado de pelo menos três crimes violentos, tornou-se um dos 50 terroristas a quem teria sido concedido “asilo territorial” na Venezuela e estava entre os 11 membros da ETA que foram deportados.

Em troca do asilo, os terroristas concordaram em cumprir cuidadosamente as leis venezuelanas, não interferir com o sistema interno do país e não se envolverem em atividades políticas.

Mas, em 2007, o nome de “Cubillas” surgiu das trevas, quando foi descoberto que ele estava trabalhando para o governo venezuelano após ter se casado com Goizeder Odriozola, uma venezuelana que ocupou cargo de Relações Públicas no palácio presidencial venezuelano Miraflores no início de setembro de 2006.

Cubillas, que está presentemente trabalhando no departamento de administração de terras é o maior suspeito no processo iniciado pelo juiz Eloy Velazco, o qual alega que há ligação entre o ETA, as FARC e o governo venezuelano e que existe uma conspiração para assassinar oficiais colombianos em solo espanhol, inclusive o presidente, Álvaro Uribe.

Uma vez que Cubillas é portador de um passaporte venezuelano há vários anos, é ainda mais difícil extraditá-lo.

“Sentimos que a [Venezuela] pode fazer muito mais e vamos pedir que se esforcem mais”, disse à CNN+ o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, sobre o que ele acha que deverá ser a parte da Venezuela na luta contra o ETA.

Madrid vai exigir de Caracas “mais colaboração" para que os membros do ETA que foram levados à Venezuela “permaneçam em estrita supervisão”.

Rubalcaba acredita ser crucial que os membros do ETA sejam impedidos de deixar a Venezuela para retornarem à Espanha para executar atos terroristas.

O objetivo principal da administração do primeiro ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, nessa luta, é deixar claro às “pessoas ligadas ao ETA que vivem na Venezuela que estão sendo controladas”.

A conexão da Venezuela com os terroristas do ETA está em primeiro plano nas disputas entre a administração socialista de Zapatero e a sua oposição – o Partido Popular.

Em 24 de março, durante uma sessão do congresso, o senador Gustavo de Arístegui, do Partido Popular, condenou a “escalação verbal” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e exigiu que o ministro das relações exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, peça a Venezuela uma “explicação” devido ao aumento de evidências que Chávez “provavelmente” está colaborando com o ETA.

Moratinos respondeu rapidamente.

“Queremos acabar com o ETA”, disse. “A Venezuela não é o inimigo – o ETA é.”

O governo espanhol está disposto a cooperar com outros países, incluindo a Venezuela, na luta contra o ETA, adicionou Moratinos.

“Iremos alcançar o nosso objetivo através da cooperação, esforços diplomáticos, policiamento e a colaboração de toda a sociedade espanhola”, disse Moratinos.

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