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2010-05-21

Luz sobre atividades do ETA na América Latina

Por Miguel Ángel Rodríguez para Infosurhoy.com — 21/05/2010

Autoridades francesas detêm suspeitos de liderar grupo terrorista

TAMANHO DO TEXTO
O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que a detenção de Mikel de Kabikoitz Carrera Sarobe e Arkaitz Aguirregabiriaos, supostos líderes do ETA, é um duro golpe contra o grupo terrorista. (Georges Gobet/AFP/Getty Images)

O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que a detenção de Mikel de Kabikoitz Carrera Sarobe e Arkaitz Aguirregabiriaos, supostos líderes do ETA, é um duro golpe contra o grupo terrorista. (Georges Gobet/AFP/Getty Images)

MADRI, Espanha – O grupo terrorista basco Euskadi Ta Askatasuna (ETA - Terra Basca e Liberdade) foi atingido em cheio pela prisão de Mikel de Kabikoitz Carrera Sarobe, que as autoridades suspeitam ser o líder da organização, em uma operação policial em Bayonne, na França, em de maio último.

A polícia também deteve Arkaitz Aguirregabiria, suspeito de ocupar o segundo posto no comando do ETA e de responder pela estrutura militar e treinamento de terroristas.

De acordo com diversos meios de comunicação, também foram detidos Benoit Aramendia e Maite Arañadle Ijurco, outros suspeitos de pertencer ao ETA.

“Arkaitz foi chamado para substituir ‘Ata’”, afirmou o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, numa referência ao codinome de Sarobe. “A detenção dos dois representou um duro golpe contra o grupo.”

"Carrera Sarobe era o alvo número um da polícia e da guarda civil espanhola", disse Pérez Rubalcaba. "A prisão de Arkaitz, o terrorista mais procurado na França, nos deixa particularmente felizes."

Os dois homens foram detidos em um momento de alegações sobre atividades do ETA na América Latina.

Em ordem judicial expedida em março, o juiz espanhol Eloy Velasco escreveu que “investigações que fazem parte deste processo demonstram a cooperação do governo venezuelano com a colaboração ilícita entre as FARC e o ETA”.

Velasco, em seu texo, levanta a suspeita de que Arturo Cubillas Fontán, espanhol casado com uma venezuelana que já ocupou diversos cargos na administração do presidente Hugo Chávez, seja uma ligação entre o ETA e as organizações latino-americanas.

Em sua ordem judicial, Velasco também levanta a suspeita de que, desde 2005, Cubillas é o diretor de uma das secretarias sob o Ministério da Agricultura e Terras da Venezuela e o líder do ETA na região, estabelecendo parcerias com as FARC desde 1999.

Em um recente relatório ao qual o jornal colombiano El Espectador teve acesso, o Departamento Administrativo de Segurança (DAS) da Colômbia afirmou que tem informação de que agentes do ETA e “alguns grupos iranianos” teriam sido treinados por integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em campos na Venezuela.

Membros do ETA teriam ensinado guerrilheiros das FARC e agentes irianianos a fabricar bombas na Venezuela, noticiou o jornal The Washington Post.

“Nesses campos, localizados em Apure, Maturín (estado de Monagas), Santa Cruz de Aragua e subúrbios de Maracay (estado de Aragua), haveria membros do ETA, alguns grupos irianianos e integrantes da Frente 59 das FARC”, afirma o relatório do DAS, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

Segundo o The Washington Post, as FARC teriam pedido ajuda do ETA para assassinar importantes políticos colombiandos, incluindo o presidente, Álvaro Uribe, o ex-presidente Andrés Pastrana e os candidados às próximas eleições presidenciais colombianas Antanas Mockus e Noemí Sanín.

A segurança de Mockus foi reforçada desde 26 de abril, quando oficiais colombianos receberam denúncia anônima de que haveria uma tentativa de assassinato contra o candidato do Partido Verde.

Nota do editor: Contribuíram para a reportagem Xavier de la Rochelle, de Paris, e César Morales Colón, de Washington, D.C.

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1 Comentário

  1. luis 05/30/2010

    A COMUNIDADE INTERNACIONAL ESTÁ ACORDANDO UM POUCO TARDE, CHAVEZ É O COMANDANTE TERRORITA DE TODOS ESSES GRUPOS. CHAVEZ É UM PERIGO E DEVE SER LEVADO À CORTE PENAL INTERNACIONAL

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