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2011-03-29

BID lança plano para cidades emergentes na AL

Por Ligia Hougland para Infosurhoy.com—29/03/2011

Objetivo é melhorar infraestrutura ao apoiar investimentos sustentáveis.

TAMANHO DO TEXTO
“Na América Latina, as cidades emergentes têm um papel importante a exercer quanto às mudanças climáticas, ou podem se tornar vítimas dessa mudança”, disse Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento. (Ligia Hougland para Infosurhoy.com)

“Na América Latina, as cidades emergentes têm um papel importante a exercer quanto às mudanças climáticas, ou podem se tornar vítimas dessa mudança”, disse Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento. (Ligia Hougland para Infosurhoy.com)

CALGARY, Canadá – A América Latina, assim como o resto do mundo, está se tornando mais urbanizada a cada dia.

Foi o que disse Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em uma apresentação na Plataforma de Cidades Emergentes e Sustentáveis durante a 52ª Reunião Anual da organização em Calgary, Canadá.

Moreno disse que, apesar de cidades como Cairo, no Egito; Mumbai, na Índia; São Paulo, no Brasil; e a Cidade do México receberem mais atenção da mídia, a maioria dos centros urbanos mundiais é composta de cidades de pequeno ou médio porte.

Moreno também destacou que existem mais de 3.500 cidades de médio porte no mundo, cada uma com uma população entre 100.000 a 2 milhões de habitantes. Mais de 80% dessas cidades estão localizadas em países em desenvolvimento e cerca de 500 estão na América Latina e no Caribe, segundo o BID.

“Apenas 143 destas cidades crescem a taxas elevadas – as chamadas ‘cidades emergentes’”, completou Moreno, acrescentando que mais da metade da população mundial reside em centros urbanos.

Moreno disse ainda que estas cidades estão crescendo porque oferecem empregos e oportunidades econômicas, graças à sua localização próxima a centros agrícolas, mineradores ou industriais, ou são destinos turísticos altamente atraentes. Estas cidades estão também conectadas ao resto do mundo, mesmo que geograficamente isoladas, acrescentou Moreno.

“Na América Latina e no Caribe, quase todas as cidades emergentes possuem 100% de cobertura de telefonia móvel em seus territórios, e mais de 40% de seus habitantes possuem acesso à Internet”, concluiu ele.

A população das cidades emergentes da região cresce a taxas duas ou três vezes mais rápidas que as maiores metrópoles latino-americanas, como o Rio de Janeiro, no Brasil, e Buenos Aires, na Argentina, segundo BID.

“Uma grande proporção do crescimento urbano nos próximos 20 anos vai ocorrer nas cidades emergentes”, disse Moreno. “De modo a acompanhar esse crescimento, os governos municipais terão que gastar trilhões de dólares em novos projetos de infraestrutura, habitação e obras públicas. Adicionalmente, terão que encontrar recursos hídricos, eletricidade e combustível abundantes.”

O que acontecerá nessas áreas nos próximos 20 anos terá um impacto significativo no planeta, já que as cidades são responsáveis por cerca de 75% de toda a emissão mundial de dióxido de carbono, explicou Moreno.

“Na América Latina, as cidades emergentes têm um papel importante a exercer quanto às mudanças climáticas, ou podem se tornar vítimas dessa mudança”, disse Moreno.

Moreno afirmou que as cidades emergentes podem atingir o desenvolvimento sustentável se conseguirem maximizar seus recursos limitados.

O BID lançou a Plataforma de Cidades Emergentes e Sustentáveis para ajudar essas comunidades a prosperar.

A primeira fase da plataforma irá focar na sustentabilidade dos centros urbanos.

O BID vai auxiliar as cidades a identificarem os aspectos fundamentais do desenvolvimento sustentável, como uso do solo, qualidade de moradia, eficiência em energia, transporte público, congestionamento do tráfego e segurança.

A próxima fase irá focar na sustentabilidade ambiental, e a fase final do projeto vai se concentrar na sustentabilidade fiscal e governança.

“Vamos buscar novos meios para aumentar as receitas e obter um maior impacto com os investimentos que estão sendo feitos”, disse ele. “Vamos ajudar os governos a assegurar que decisões de planejamento e orçamentárias sejam transparentes e que o retorno dos investimentos públicos possa ser medido.”

Moreno acrescentou que o BID vai ajudar as cidades participantes da iniciativa a preparar um plano de ação que inclua medidas concretas, assim como prioridades de curto, médio e longo prazo.

Os projetos – cuja maioria será financiada pelo BID – irão incluir soluções que foram bem-sucedidas em outras cidades.

Exemplos dessas soluções são os sistemas de transporte público não poluentes que o BID ajudou a desenvolver em diversos países latino-americanos e o sistema de coleta de lixo do Brasil, que usa o lixo para gerar eletricidade e gás metano.

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1 Comentário

  1. naya santos 03/30/2011

    é o minimo que pode ser feito pelo bem comum

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