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2011-07-08

Brasil moderniza institutos de perícia

Por Patricia Knebel para Infosurhoy.com – 08/07/2011

Acre já recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos federais e estaduais.

TAMANHO DO TEXTO
Os governos federal e estadual estão investindo R$ 1 milhão no Acre para modernizar os institutos de perícia. (Paulo Santos/Reuters)

Os governos federal e estadual estão investindo R$ 1 milhão no Acre para modernizar os institutos de perícia. (Paulo Santos/Reuters)

PORTO ALEGRE, Brasil – O Brasil corre contra o tempo para modernizar os institutos de perícia.

Com investimentos federais e estaduais para prover os laboratórios de equipamentos de ponta, o país deve dar um salto de qualidade até 2012. Os recursos humanos formados nessa área já são considerados de alto nível.

“Precisamos modernizar esses institutos porque os crimes estão evoluindo”, alerta Gustavo Dalton, presidente da Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística. “Ainda estamos muito atrás em comparação com a perícia feita no Hemisfério Norte. [Mas] os investimentos federais estão acontecendo e devem se intensificar no próximo ano.”

As regiões Norte e Nordeste, as mais defasadas em estrutura pericial, já começaram a receber investimentos. O objetivo é pelo menos equiparar os laboratórios dessas áreas com os do resto do país.

No Acre, a implantação de um dos laboratórios de análise de DNA forense mais modernos da região Norte fecha o ciclo de uma série de investimentos para a estruturação da polícia local. A estratégia inclui treinamento de recursos humanos, melhorias em infraestrutura e gestão das unidades.

O estado, que ocupa posição geográfica estratégica para a segurança contra os crimes de fronteira, avança na perícia criminal, com investimentos federais e estaduais de cerca de R$ 1 milhão.

Apenas nos dois principais equipamentos do laboratório, importados dos Estados Unidos, foram investidos R$ 600.000. As máquinas – o termociclador, que faz a amplificação do DNA, e o sequenciador, que faz a leitura – já foram entregues.

Os policiais estão sendo treinados para manipular o termociclador e o sequenciador. Na primeira fase, três profissionais estarão diretamente ligados ao laboratório.

“Estamos fortalecendo a ciência dentro da Policia Civil do Acre”, diz Emylson Farias, secretário da instituição. “Temos que sair do empirismo e tratar o inquérito pericial como ele é, ou seja, um método científico”.

Com os avanços na análise de DNA, diversos exames, especialmente em mulheres, crianças e adolescentes vítimas de estupro, serão agilizados.

Antes da compra desses equipamentos, a polícia do Acre precisava enviar as amostras dos testes para outros estados. A obtenção dos resultados poderia levar até seis meses.

Com o novo laboratório local, que deve começar a funcionar no final de julho, os exames serão concluídos em 15 dias.

Para aperfeiçoar a realização das perícias nos locais dos crimes, o Ministério da Justiça ainda repassou ao Acre dez maletas forenses.

“A nossa missão é promover a investigação ágil, imparcial e com inteligência”, comenta Farias. “Não queremos nos livrar dos inquéritos e, sim, fazer com que eles sejam robustos o suficiente para que o juiz tome a sua decisão com segurança.”

Pernambuco, na região Nordeste, concentra na capital, Recife, os laboratórios para realização de testes biológicos, físicos, químicos e de balística, que ajudam a desvendar crimes.

Mas a meta agora é interiorizar essas atividades.

“Vamos construir um complexo em Caruaru, que vai agregar laboratórios de identificação, medicina legal e de criminalista”, diz Luiz Carlos Soares da Silva, gestor do Instituto de Criminalística do Estado de Pernambuco. “Já está licitado, e as obras devem se iniciar em julho.”

Na cidade de Petrolina, deve ocorrer o mesmo. A descentralização é necessária porque os laboratórios de Recife estão sobrecarregados, completa Silva.

Atualmente, são realizadas cerca de 20.000 perícias em Pernambuco.

Recentemente foram adquiridas máquinas fotográficas de última geração e ainda estão sendo aguardadas 40 maletas com computador, máquina fotográfica, GPS e outros dispositivos para os peritos usarem nas ruas.

Como Pernambuco ainda não tem laboratório para análise de DNA, os exames são enviados para Brasília e Paraíba.

Mas esse intercâmbio é comum, conforme Dalton.

comenta. “Por isso, essa troca de experiências é muito importante.”

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1 Comentário

  1. carolina 07/12/2013

    atualmente estudo ciência forense e estou interessado em informações sobre empregos.

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