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2012-01-27

Guatemala prende importantes suspeitos de narcotráfico

Por Antonio Ordóñez para Infosurhoy.com — 27/01/2012

Autoridades processam 14 supostos traficantes de drogas para extradição para EUA.

TAMANHO DO TEXTO
Elio Lorenzana, filho do traficante de drogas Waldemar Lorenzana, foi preso em novembro de 2011 sob acusação de conspiração para o tráfico de drogas em nome do cartel mexicano de Sinaloa. (Cortesia da Polícia Nacional Civil)

Elio Lorenzana, filho do traficante de drogas Waldemar Lorenzana, foi preso em novembro de 2011 sob acusação de conspiração para o tráfico de drogas em nome do cartel mexicano de Sinaloa. (Cortesia da Polícia Nacional Civil)

CIDADE DA GUATEMALA – Em seu último discurso como presidente, em 14 de janeiro, Álvaro Colom fez questão de deixar algo bem claro.

“Prendemos 14 [traficantes de drogas] da lista de 19 que recebi no início do meu governo”, disse, antes de ser substituído por Otto Pérez. “Isso foi possível graças a uma altíssima coordenação entre o Ministério Público e a Polícia Nacional Civil.”

Os 14 supostos narcotraficantes presos de janeiro de 2008 a novembro de 2011 também eram procurados pelos Estados Unidos.

O maior número de detenções ocorreu em abril do ano passado, quando Waldemar Lorenzana Lima e seu filho Elio, procurados pelos EUA sob acusação de tráfico internacional de drogas, foram detidos.

O Departamento do Tesouro dos EUA acusa Waldemar Lorenzana e seus três filhos (Haroldo, Elio e Waldemar) de conspiração para o tráfico internacional de drogas para os Estados Unidos, usando a Guatemala como conexão para o recebimento de narcóticos da Colômbia, antes de enviá-los para o México.

A rede de Lorenzana é suspeita de alinhamento com o cartel de Sinaloa, liderado pelo fugitivo mais procurado do México, Joaquín Guzmán Loera, vulgo “El Chapo”, de acordo com o Ministério Público da Guatemala.

Waldemar Lorenzana, de 72 anos, terá, no fim do mês, uma audiência para decidir sobre sua extradição para os EUA, pois seus advogados alegam que o réu está doente e precisa ser hospitalizado, não preso.

“Os processos não são tão longos, mas os advogados de defesa desses personagens consideram que devem fazer uso de todos os recursos legais a favor de seu cliente e isso faz com que o processo demore mais que o normal”, diz o conselheiro especial do Ministério Público, Arturo Aguilar.

Entre os detidos com ordens de extradição pendente estão Juan Alberto Ortiz, Daniel Pérez Rojas, Sergio Armando Ruano Osorio, o ex-presidente Alfonso Portillo, Luciano Soto Chávez, Mauro Salomón Ramírez, Édgar Estrada, Víctor Estrada, Víctor Arévalo, Byron Linares Cordón e Alma Lucrecia Hernández.

A agência antidrogas dos EUA (DEA) e a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG) ligam Ortiz à organização criminosa “Los Sarceños”, uma rede mexicana de narcotráfico associada ao Cartel do Golfo. Ortiz se apresentará a uma corte distrital da Flórida, onde é acusado de conspirar para o tráfico de drogas, especialmente a entrada nos EUA de 3.175 kg de cocaína em barcos pesqueiros com origem na costa do Pacífico guatemalteco, em 2009.

A DEA e a Seção de Assuntos Relacionados a Narcóticos (NAS) da Embaixada dos EUA na Guatemala contribuíram para a prisão dos 14 suspeitos.

A DEA ajudou com informações e o empréstimo de helicópteros para a transferência de prisioneiros, mas não participou de nenhuma das operações que resultaram na captura dos suspeitos, afirma o ex-ministro do Interior, Carlos Menocal.

“Há um acordo entre os dois países que envolve a DEA e a NAS”, lembra Aguilar. “O governo dos EUA forneceu helicópteros, que foram pilotados pela Força Aérea da Guatemala.”

A colaboração entre os países também possibilitou o treinamento de novos agentes antinarcóticos da Guatemala, que reforçarão o combate às redes de tráfico, disse Menocal no mês passado.

“Jovens policiais de futuro participam regularmente dessas operações. Antes delas, [os agentes] passam por treinamento oferecido por autoridades da DEA”, afirmou o ex-ministro.

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