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2009-12-15

Varejistas brasileiros esperam Natal lucrativo

Por Patricia Knebel para Infosurhoy.com — 15/12/2009

CNDL estima um aumento de até 9% nas vendas de fim de ano

TAMANHO DO TEXTO
Com a valorização do real frente ao dólar, brasileiros têm maior poder de compra no Natal. Televisores LCD estão entre os eletrônicos mais populares neste fim de ano. (Foto de Patricia Knebel)

Com a valorização do real frente ao dólar, brasileiros têm maior poder de compra no Natal. Televisores LCD estão entre os eletrônicos mais populares neste fim de ano. (Foto de Patricia Knebel)

PORTO ALEGRE, Brasil - O crescente fortalecimento do real frente ao dólar, combinado com a redução das taxas de juros, melhorou o poder de compra das classes menos favorecidas do país, fazendo com que o setor varejista espere uma lucrativa temporada de compras de Natal.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estima que as vendas aumentarão entre 7% e 9% na comparação com o Natal do ano passado.

"Este será o melhor final de ano desde 2005", disse Roque Pellizzaro, presidente da CNDL.

O aumento do número de pessoas que passaram para a classe C fará a grande diferença nas vendas durante as próximas semanas, de acordo com João Carlos Lazzarini, diretor de assistência aos varejistas da Nielsen Consultoria.

Lazzarini destaca que cerca de 22,5 milhões de brasileiros – o que respresenta quase 6 milhões de lares – passaram das classes D e E para a classe C durante os últimos dois anos.

"Esses novos consumidores compram com maior intensidade e estão procurando produtos que até então eram considerados supérfluos", diz Lazzarini.

A mudança nas classes tornou possível a compra de itens que antes eram considerados artigos de luxo, como televisores, máquinas de lavar roupa e de lavar louça.

O número de consumidores que passaram para a classe C durante os últimos anos é evidenciado pelo aumento nos índices de utilização de cartões de crédito (de 46% para 54%), compra de computadores (de 15% para 23%) e refrigeradores (de 30% para 36%), segundo Lazzarini. As vendas de produtos da chamada "linha branca" (fogões, geladeiras e microondas) estarão em alta devido à redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida adotada pelo governo federal em 2009 para estimular o consumo durante a crise.

Mas o otimismo nas vendas de Natal não se limita à indústria de produtos eletrônicos.

A Associação Brasileira de Supermercados lançou recentemente uma pesquisa mostrando que os supermercados aumentaram seus pedidos em 65%. A expectativa do setor é de aumento do lucro em 8% na comparação com o Natal do ano passado. As redes de supermercados esperam ainda contratar 11,5 mil trabalhadores temporários, sendo que, destes, cerca de 1,5 mil poderão ser efetivados.

Elisete Schmitz, uma secretária de 47 anos, sente-se mais confiante com o seu poder de compra neste Natal. Ela irá aproveitar as campanhas promocionais da temporada para comprar um forno elétrico, um aparelho de som e uma TV, sendo que já comprou um refrigerador e o seu primeiro carro zero este ano.

"Eu consegui planejar melhor minhas compras em 2009", afirma. "Eu estou aproveitando as ofertas dos grandes varejistas".

"Os produtos importados terão vantagem este ano", diz Pedro Ramos, economista da Federação do Comércio do Estado do Rio Grande do Sul.

Ramos destaca que os salários de toda a mão-de-obra aumentaram a um ritmo superior ao dos índices de desemprego. Fora isso, a taxa de juros de 8,75% é uma das mais baixas da história do Brasil.

As Lojas Colombo, uma rede com 340 unidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, espera um crescimento de 10% nas vendas desse Natal em comparação ao de 2008.

As vendas de computadores e equipamentos de alta tecnologia devem registrar um aumento de 8% durante esse período, em comparação com um ano atrás. Um dos itens mais cobiçados da temporada é a TV de LCD, que pode ter um aumento de 5% a 10% nas vendas.

As Lojas Colombo aumentaram seus pedidos em 10%, segundo Thiago Baisch, diretor de marketing da empresa. Bausch acredita que a estabilidade da economia brasileira durante o ano estimulou os consumidores a comprar mercadorias a prazo.

"Os consumidores seguraram seus gastos sem necessariamente perder seu poder de compra", diz Bausch. "Assim, esperamos que parte deste potencial de compra não utilizada ao longo do ano seja investido neste Natal".

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1 Comentário

  1. Odete Campos 12/16/2009

    Muito oportuna esta reportagem. É fácil de perceber que as pessoas que não tinham acesso a alguns produtos agora estão podendo fazer suas compras. E todos ganham com isso!

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