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2010-05-13

Seleção paraguaia quer fazer história com técnico argentino

Por Lali Cambra para Infosurhoy.com —13/05/2010

Gerardo Martino acredita que o trabalho duro de sua equipe será recompensado na Copa do Mundo

TAMANHO DO TEXTO
Gerardo Martino, treinador da equipe nacional do Paraguai, tem muitos fãs depois de levar La Albirroja à sua quarta Copa do Mundo consecutiva. (Norberto Duarte/AFP/Getty Images)

Gerardo Martino, treinador da equipe nacional do Paraguai, tem muitos fãs depois de levar La Albirroja à sua quarta Copa do Mundo consecutiva. (Norberto Duarte/AFP/Getty Images)

CIDADE DO CABO, África do Sul – Ele é argentino, mas, no próximo mês, seu nome será ouvido em todos os cantos do Paraguai.

Os paraguaios contam com o técnico da equipe nacional de seu país na Copa do Mundo da África do Sul, Gerardo Martino, para levar o país de 6,5 milhões de habitantes a um lugar onde nunca esteve: as quartas de final.

Os dirigentes da Associação Paraguaia de Futebol contrataram Martino em fevereiro de 2007 para comandar La Albirroja na tentativa de chegar à sua quarta Copa do Mundo consecutiva – um feito alcançado por apenas outras quatro equipes do Hemisfério Ocidental: Brasil, México, Argentina e Estados Unidos.

Martino, de 47 anos, não é estranho para o futebol paraguaio, pois já treinou dois times locais – Club Libertad e Cerro Porteño Club – que, juntos, obtiveram seis títulos de 2002 a 2006. Martino chegou da Argentina, onde criou sua reputação durante temporadas de sucesso com os clubes de segunda divisão Brown de Arrecifes, Platense e Instituto de Córdoba, antes de se mudar para o vizinho do norte da Argentina, em 2002.

E o sucesso o acompanhou até a seleção nacional. Os paraguaios ficaram em terceiro lugar entre as 10 equipes que disputaram as eliminatórias da região CONMEBOL, com 10 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, terminando com 33 pontos. O Paraguai empatou com o Chile em número de vitórias, 10, o máximo conseguido na região CONMEBOL, e seus 16 gols sofridos foram o segundo menor número na CONMEBOL, atrás apenas do Brasil, com 11.

“A equipe deve o sucesso ao seu treinador”, afirmou o zagueiro Antolín Alcaraz ao site FIFA.com. “Se esse time agora mostra solidariedade, se seus membros sabem como complementar uns aos outros e se há amizade verdadeira fora de campo, é graças a ele.”

Martino entende o jogo como treinador, mas também como jogador. Sua carreira começou no Newell’s Old Boys Athletic Club, na Argentina, em 1980. Onze anos depois, ele jogou para o Club Deportivo Tenerife da Espanha por uma temporada antes de retornar ao Newell’s para as três temporadas seguintes. Encerrou sua carreira com uma temporada no O’Higgins Chile (1995) e Barcelona do Equador (1996).

“Psicologicamente, ele é muito bom com os jogadores”, disse Alcaraz.

A lista preliminar de 30 jogadores que Martino apresentou à FIFA esta semana mostra que ele vai misturar experiência com jogadores mais jovens e promissores.

Martino incluiu Denis Caniza, o zagueiro de 35 anos do León do México, que jogou pela equipe nacional um total de 79 jogos desde 1996; Aldo Bobadilla, 34, goleiro do Deportivo Independiente de Medellín; Roque Santa Cruz, um atacante de 28 anos que joga no Manchester City da Inglaterra; e Lucas Barrios, atacante do Borussia Dortmund da Alemanha, que, aos 25 anos, espera fazer sua estreia na Copa do Mundo.

“Ninguém pode ter dúvidas sobre a capacidade de Lucas Barrios”, declarou Martino durante a coletiva de imprensa em que anunciou a convocação do atacante, que já marcou 23 gols em 35 jogos durante a temporada da Bundesliga (a liga alemã).

A equipe contará com Barrios, Santa Cruz, Nelson Haedo e Cristian Riveros para compensar a perda do atacante Salvador Cabañas, artilheiro da equipe durante as eliminatórias, com seis gols. Mas ele ficará afastado por tempo indeterminado depois de ser baleado na cabeça em um bar da Cidade do México, em 25 de janeiro.

Martino jogou pelo Newell’s Old Boys com o mesmo técnico que agora supervisiona a equipe chilena, Marcelo Bielsa, e faz jus ao que aprendeu com o homem apelidado de “El Loco”, segundo Adrián Coria, seu assistente técnico.

“Gerardo [Martino] lembrou-se de muito do que aprendeu sob a orientação do Marcelo [Bielsa], principalmente sobre a condução do ataque, recuperação da posse de bola e não permitir que o time sinta-se confortável”, disse Coria ao FIFA.com. “Ele enfatiza muito o aspecto físico do jogo.”

E o Paraguai não pode se dar o luxo de ser intimidado, se quiser chegar às quartas de final pela primeira vez em oito Copas do Mundo. O Paraguai, classificado 30º do mundo, abre o Grupo F contra a atual campeã e quinta colocada no ranking da FIFA, a Itália, em 14 de junho. As partidas seguintes serão contra a 38ª do ranking, Eslováquia, em 20 de junho, e a 78ª do ranking, Nova Zelândia, em 24 de junho.

“O segredo da nossa classificação foi o fato de que os jogadores e todos os profissionais envolvidos com a equipe nacional fizeram seu trabalho com responsabilidade e apenas um mínimo de confusão”, afirmou Martino. “Qualquer um que treine uma equipe nacional faz isso por uma de duas razões: permanecer no cargo ou entrar para a história. Eu escolhi a segunda opção.”

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2 comentários

  1. leticia dominguez 07/05/2010

    Tata é um ídolo, tomara que possamos continuar com um técnico de luxo em nossa seleção.

  2. clau 06/30/2010

    É verdade que Martino é um excelente técnico, seu único defeito é que é argentino, mas não se nota muito porque não é tão pedante como eles....

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